Sedentarismo está ligado com maior mortalidade por câncer de mama

Estudo mostra que mulheres com a doença se beneficiam de atividade física

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 11/12/2013

Se uma mulher desenvolve câncer de mama, ter seios pequenos e praticar exercícios pode reduzir seu risco de morrer pela doença - principalmente se ela tem receptores de estrogênio. É o que mostra um grande estudo desenvolvido pela equipe do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia (EUA). O estudo foi publicado online dia 09 de dezembro na revista PLoS One.

Especialistas já sabiam que ser fisicamente ativo reduz o risco de contrair câncer de mama em cerca de 25%. O novo estudo, no entanto, observou como o exercício pode ajudar aquelas pacientes que já foram afetadas com a doença.

Para o estudo, os cientistas acompanharam quase 80 mil mulheres durante 11 anos. Todas eram participantes em estudos nacionais sobre caminhada e corrida - do total, aproximadamente 33 mil mulheres caminhavam e 46 mil praticavam corrida.

Quando a pesquisa começou, nenhuma das mulheres tinha sido diagnosticada com câncer de mama. Todas relataram as distâncias que andavam ou corriam a cada semana, bem como tamanho de seu sutiã, peso corporal e altura. Durante o período de acompanhamento, 111 participantes do estudo morreram de câncer de mama. Elas estavam com 50 anos em média quando morreram.

Aquelas que seguiram as diretrizes atuais de exercício - duas horas e meia de atividade moderada, uma hora e 15 minutos de atividade vigorosa ou uma combinação semanal equivalente - tinha uma chance 42% menor de morrer por câncer de mama, em comparação com aquelas que não atenderam às diretrizes. A quantidade de exercício descoberta como protetora contra o câncer de mama foi de cerca de sete quilômetros de caminhada rápida ou quase cinco quilômetros de corrida por semana.

Os autores também notaram que as mulheres cujos sutiãs eram taça C tinham um risco maior de morte por câncer de mama, em comparação com aquelas que vestiam taça A. Mulheres com taça D ou mais tinham as chances aumentadas em quase cinco vezes se comparadas com a taça A.

Segundo os estudiosos, Ter altos níveis de estrogênio é um conhecido fator de risco para câncer de mama - e mulheres de seios maiores têm uma produção maior desse hormônio do que as mulheres de seios pequenos. Entretanto, a atividade física beneficia todas as mulheres, independe do tamanho do seio, uma vez que o exercício diminui a produção de estrogênio.

Embora o estudo tenha encontrado uma ligação entre exercícios e menor risco de morrer por câncer de mama, ele não estabeleceu uma relação de causa e efeito. Além disso, outros hábitos saudáveis que podem reduzir o risco de câncer, como a manutenção de um peso corporal saudável e limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Desvende os 10 principais mitos sobre o câncer de mama
O câncer de mama é o tumor que mais mata mulheres no Brasil, apesar de também afetar os homens, ainda que em menor proporção (1 homem a cada 100 mulheres). O grande número de casos, no entanto, acabou dando origem a muitos mitos sobre a doença. Para esclarecê-los de uma vez por todas, conversamos com os especialistas que mais entendem do assunto. Desvende um por um e aprenda como se prevenir corretamente ou melhorar a adesão ao tratamento.

MITO 1: o câncer de mama sempre aparece como um caroço

Existem duas formas principais de aparecimento do câncer de mama. "A primeira delas é o nódulo ou caroço, como é popularmente conhecido", afirma o mastologista Eduardo Millen, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia. A outra forma mais comum é a microcalcificação. "Neste caso, apenas a mamografia consegue fazer o diagnóstico precoce, quando ele tem, no mínimo, 1 milímetro", aponta. Em torno de 1,5 e 2 centímetros, essa calcificação já consegue ser identificada pelo exame clínico feito por um bom mastologista. Há casos menos comuns ainda em que ocorre uma secreção sanguinolenta pelo mamilo de forma espontânea ou descamação da auréola e do mamilo.

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