Índice de massa muscular tem relação com maior expectativa de vida

Idosos com mais músculos têm um menor risco de morte, diz estudo

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 19/03/2014

Quanto mais músculos adultos mais velhos têm, menor o risco de morte, de acordo com um novo estudo da Universidade da Califórnia (EUA). O estudo foi publicado online em março no American Journal of Medicine.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 3.600 adultos que participaram do U.S. National Health and Nutrition Examination Survey entre 1988 e 1994. Os participantes incluíram homens com 55 anos ou mais e mulheres de 65 ou mais.

Como parte da pesquisa, os participantes foram submetidos a testes para determinar seu índice de massa muscular, o que é a quantidade de músculo em relação à altura. Anos depois, em 2004, os cientistas levantaram quantos desses participantes tinham morrido de causas naturais, para então relacionar o índice de massa muscular com o risco de morte.

Pessoas com altos níveis de massa muscular foram significativamente menos propensas a morrer por qualquer causa do que aqueles com níveis mais baixos de massa muscular. No entanto, o estudo mostra apenas uma associação, e não uma relação de causa e efeito.

Segundo os autores, os resultados mostram que a composição total do corpo é uma medida melhor para avaliar nossa saúde do que somente o índice de massa corporal (IMC), que faz uma estimativa de gordura corporal com base no peso e altura. Eles afirmam que os médicos precisam se concentrar em maneiras de melhorar a composição corporal, equilibrando músculos e gorduras, em vez de analisar o IMC isoladamente.

Comece a atividade física já!
Para entender porque os músculos ficam mais fracos com o passar da idade, é importante saber que eles crescem somente até os 20 anos e sua densidade aumenta até os 35 anos, começando a perder-se progressivamente a partir disso. O mesmo acontece com os músculos: a partir dos 65 anos de idade, nossa massa muscular vai sendo perdida, cerca de 1% a cada ano. Pessoas que praticaram exercícios durante a juventude e mantiveram hábitos que contribuíram para o fortalecimento desses órgãos possuem um "pico" de massa óssea e muscular maior do que as pessoas que não mantiveram bons hábitos, e por isso demoram mais a apresentar problemas nesses sistemas. "No entanto, pessoas que não possuíam altos picos de massa muscular e óssea tendem a sofrer de problemas como osteoporose e sarcopenia mais rapidamente", explica o geriatra Roberto Dischinger, responsável pelo residencial para a terceira idade Lar Sant'ana, em São Paulo. O especialista afirma que praticar exercícios já na idade avançada ajuda a impedir a perda, prevenindo essas doenças, mas a pessoa não conquistará mais massa óssea ou muscular do que já tem. Por isso, confira os primeiros cuidados para começar a praticar exercícios e não fique mais parado:

Faça uma avaliação médica

A avaliação médica não é apenas um pré-requisito para que aluno e professor trabalhem em segurança, mas a melhor maneira de descobrir os limites do seu corpo e o exercício ideal para vencê-los. "Também é fundamental realizar uma avaliação física. Por meio dela é possível determinar a porcentagem de gordura corporal do indivíduo e ter uma ideia de seu alongamento e da sua resistência", afirma o personal trainer Ricardo Custódio, da Companhia Atlethica do Estádio do Morumbi, em São Paulo.

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