Confira 10 inovações médicas que prometem revolucionar a saúde em 2014

Transplante fecal, novo tratamento para hepatite C e testes para tratar o câncer são promessas

POR CAROLINA SERPEJANTE - ATUALIZADO EM 05/08/2014

Os avanços da ciência e tecnologia podem ser definitivos para o tratamento de uma série de doenças - ou mesmo para prevenir um problema antes mesmo dele acontecer. Pensando nisso, a Clínica Cleveland, centro médico e de pesquisa científica dos Estados Unidos, perguntou a mais de 100 de seus principais especialistas quais das últimas descobertas médicas que promete revolucionar a saúde no ano de 2014 e montou um top 10 de inovações promissoras. Para comemorar o Dia Nacional da Saúde (05 de Agosto), um time de especialistas explica melhor como essas inovações vão melhorar a saúde da população. Confira:

Sofosbuvir para tratar hepatite C

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 150 milhões de pessoas estão cronicamente infectadas pelo vírus da hepatite C, e mais de 350 000 pessoas morrem todos os anos de complicações hepáticas relacionadas à doença. Muitos pacientes com hepatite C se beneficiam do tratamento que combina interferon peguilado alfa - ministrado via injeção - e ribavirina, um medicamento oral.

Agora, surgiu um novo tratamento a doença, chamado sofosbuvir, que já foi aprovado pelo órgão regulamentador de alimentos e remédios dos Estados Unidos, o Food And Drug Administration (FDA). Segundo a hepatologista Raquel Silveira Bello Stucchi, do grupo de hepatites do Hospital das Clínicas de São Paulo, a aprovação no Brasil possivelmente será em curto intervalo de tempo, mas a sua incorporação no arsenal disponível no SUS deverá ser mais tardia.

Sua promessa inclui os mais altos índices de cura de todos os tempos, redução do tempo de tratamento e menos efeitos colaterais. O medicamento seria o primeiro de uma nova geração de drogas para hepatite C, chamados antivirais de ação direta. "O sofosbuvir pode ser utilizado por quem não responde aos outros medicamentos ou então como primeiro tratamento, mas sempre associado a outras drogas", explica a hepatologista. Ela afirma ainda que a medicação parece ser muito bem tolerada e os efeitos colaterais são atribuídos a outras drogas que fazem parte do tratamento da hepatite C junto com o sofosbuvir - ou seja, essa droga tem pouco ou nenhum efeito colateral.

Enquanto o tratamento tradicional, com interferon peguilado alfa e ribavirina exclusivamente, pode levar até 48 semanas para se encerrar, o sofosbuvir reduz o tempo de tratamento para 12 semanas. Ministrado via oral uma vez ao dia, ele age inibindo a multiplicação do vírus da hepatite C. "O sofosbuvir representa um avanço significativo no tratamento da hepatite C, pois oferece possibilidade aos pacientes que não eliminaram o vírus em tratamentos anteriores e permite, inclusive, tratamento de pacientes mais graves e apenas por via oral", diz Raquel. Ela ressalta, no entanto, que o sofosbuvir deve ser ministrado sempre em conjunto com outras drogas. "Até agora ele está aprovado para ser ingerido juntamente com a ribavirina, mas em um futuro próximo, outros antivirais poderão acompanhar o medicamento."

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