Apneia obstrutiva do sono pode aumentar risco de osteoporose

Doença aumenta em até 2,52 vezes chances de complicações ósseas, diz estudo

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 17/04/2014

Os pacientes com apneia obstrutiva do sono são duas vezes mais propensos a desenvolver osteoporose que pessoas sem a doença, de acordo com um estudo de base populacional em Taiwan. Os resultados do estudo foram publicados online dia 15 de abril no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.

A equipe da Divisão de Endocrinologia e Metabologia do Chi Mei Medical Center, em Taiwan, avaliou dados de 1.377 pacientes com apneia do sono identificados a partir de um banco de dados do Seguro Nacional de Saúde de Taiwan. Eles foram diagnosticados com apneia entre 2000 e 2008 e acompanhados até o fim de 2011. Os pesquisadores compararam essa amostragem com um grupo de 20.655 pacientes sem apneia obstrutiva do sono.

Os pesquisadores descobriram que pessoas com apneia tem uma taxa de incidência 2,52 vezes maior de desenvolver osteoporose, quando comparados com aqueles que não possuem a doença. Além disso, os autores descobriram que pacientes mais velhos e do sexo feminino tiveram o maior risco para a osteoporose, quando comparados com pacientes do sexo masculino e mais jovens.

Embora o mecanismo exato permaneça pouco claro, os autores mencionam estudos anteriores que demonstraram que a falta de respiração repetitiva decorrente da apneia, bem como a presença de agentes inflamatórios no organismo, podem afetar o metabolismo ósseo e induzir a osteoporose.

Os cientistas reconhecem as possíveis limitações do estudo, tais como a incapacidade de avaliar o efeito da apneia em regiões diferentes do osso e da falta de dados como história familiar de osteoporose, sedentarismo, tabagismo ou hábitos alimentares.

Confira nove problemas que a falta de sono provoca à saúde
Sabemos que excesso de trabalho, estresse, insônia, acúmulo de tarefas e distúrbios do sono, como a apneia, são alguns dos vilões mais comuns de uma boa noite de descanso. Um estudo realizado em janeiro de 2013 pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM) afirma que 69% dos brasileiros avaliam seu próprio sono como ruim e insatisfatório, com problemas que vão desde a dificuldade para pegar no sono até acordar diversas vezes durante a noite. Embora as poucas horas de sono já façam parte da rotina dos brasileiros, dormir menos do que o recomendado (de seis a oito horas) pode afetar a nossa saúde como um todo - funções que muitas vezes nem imaginamos estar relacionadas ao sono. Quer descobrir como a falta de sono afeta o seu corpo? Confira os que os especialistas dizem sobre o assunto:

Impede a conservação da memória

"O sono é uma etapa crucial para o cérebro transformar a memória de curto prazo relevante em memória de longo prazo", afirma o neurologista André Felicio, da Academia Brasileira de Neurologia. O especialista explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. "Por esse motivo, quem dorme mal costuma sofrer para se lembrar de eventos simples, como episódios do dia anterior ou nomes de pessoas próximas", diz.

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