Infarto: mais de 10% dos pacientes tem diabetes não diagnosticada, diz estudo

Identificar doença durante tratamento do ataque cardíaco melhora qualidade de vida do paciente

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 03/06/2014

Pelo menos 10% das pessoas que sofrem um infarto possuíam diabetes não diagnosticada, de acordo com a nova pesquisa da University of Missouri, financiada pelo National Institutes of Health e pela empresa de biotecnologia Genentech Inc. Os resultados foram apresentados na American Heart Association's Quality of Care and Outcomes Research Scientific Sessions 2014.

Com base nesses dados, os pesquisadores descobriram que:

- Entre os 2.854 participantes, 287 (10,1%) foram diagnosticados com diabetes durante o tratamento pós-infarto.
- Menos de um terço desses 287 pacientes receberam orientação sobre cuidados com diabetes ou medicamentos na alta do hospital.
- Seis meses após a alta, menos de 7% daqueles que não foram reconhecidos como tendo diabetes durante a internação, mas tinham a doença, começaram o tratamento, em comparação com 71% das pessoas cujo diagnóstico foi reconhecido.

O diabetes é uma doença que deixa os níveis de açúcar no sangue muito elevados, aumentando significativamente o risco de ataque cardíaco. Dois em cada três pessoas com diabetes morrem de doenças cardiovasculares, de acordo com as estatísticas da American Heart Association.

O diagnóstico de diabetes em pacientes que tiveram um ataque do coração é importante por causa do papel que essa doença representa na saúde cardíaca, afirmam os cientistas. Ao reconhecer e tratar o diabetes precocemente, é possível prevenir complicações cardiovasculares por meio de dieta, perda de peso e outras mudanças de estilo de vida. Segundo os autores, outra razão importante para diagnosticar diabetes no momento do ataque cardíaco permitir à equipe direcionar o tratamento nesse sentido.

Adote 12 medidas para proteger a saúde do coração
A hipertensão arterial e obesidade são consideradas duas das maiores vilãs da saúde do coração. Segundo dados do Ministério, cerca de 30 milhões de brasileiros têm hipertensão e há outros 12 milhões de brasileiros que ainda não sabem que possuem a doença no Brasil. Quando não controlada, a pressão arterial causa lesões na artéria aorta e provoca a sobrecarga do coração, que fica com o músculo mais rígido, aumenta de tamanho e fica inchado. Já o excesso de peso, principal causador da hipertensão, exige um esforço maior não só do coração, mas também de todo o sistema circulatório, sendo a principal causa do aumento da pressão e podendo levar ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca, ou seja, da diminuição da capacidade do coração de cumprir a sua função de bombear efetivamente o sangue, que corre por todo o corpo, alimentando órgãos e tecidos vitais. Por isso, manter hábitos saudáveis é fundamental para blindar o coração. A seguir, confira 12 maneiras de proteger esse órgão vital.


Sono reparador

Estudos recentes apontam que cerca de 40% dos indivíduos hipertensos sofrem também de apneia obstrutiva do sono, alertando para uma relação entre as doenças. A apneia atinge aproximadamente sete em cada 100 pessoas e a incidência é maior no sexo masculino. Estima-se que 24% dos homens de meia-idade e 9% das mulheres são afetados pela apneia. A doença caracteriza-se pelo ronco que segue em um mesmo ritmo, vai ficando mais alto e, de repente, é interrompido por um período de silêncio. Neste momento, a pessoa fica totalmente sem respiração, mas, logo o ronco volta ao ritmo inicial. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Artur Beltrame Ribeiro, quem sofre de apneia do sono apresenta mais variabilidade da pressão e o aumento está ligado à lesão dos órgãos-alvo, como coração, cérebro e rins. Além disso, uma noite bem dormida tem a ver com viver mais, de acordo com um estudo da Universidade de Warwick e da Universidade Federico II, na Itália. De acordo com os pesquisadores, quem dorme menos de seis horas ou mais de oito ao dia tem 12% a mais de chance de morrer. Com a qualidade do sono prejudicado, crescem os ricos de acidentes, por conta da sonolência, e de ataques cardíacos em função do estresse.

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