Apneia do sono pode aumentar risco de diabetes, diz estudo

Formas mais graves do distúrbio elevam em até 30% chances da doença

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 09/06/2014

Um estudo feito por cientistas da Universidade do Instituto de Política de Saúde, Gestão e Avaliação de Toronto, no Canadá, descobriu que a apneia do sono pode estar relacionada com um maior risco de diabetes. O relatório foi publicado online dia 06 de junho do American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

A equipe coletou dados de 8.678 adultos que foram diagnosticados com apneia do sono entre 1994 e 2010 - inicialmente, nenhum deles tinha diabetes. Os participantes foram acompanhados até maio de 2011. Durante esse tempo, 1.017 (11%) dos pacientes desenvolveram diabetes.

Os pesquisadores descobriram que aqueles com a apneia do sono mais grave tinham um risco 30% maior de desenvolver diabetes, e pacientes com apneia leve a moderada eram 23% mais propensos a desenvolver a doença.
De acordo com os cientistas, a apneia do sono pode resultar em menos de oxigênio atingindo as células do corpo, um sono deficiente e um aumento da frequência cardíaca - todos fatores associados ao surgimento do diabetes. Esses resultados ainda têm algumas limitações, afirma, principalmente porque não foram avaliados alguns fatores de risco para a doença, como histórico familiar de diabetes. Entretanto, outros pontos foram levados em conta, como idade, sexo, peso e tabagismo.

A equipe ressalta que a pesquisa é observacional, e portanto não pode provar uma relação de causa e efeito. Os resultados mostram apenas que existe uma relação entre os dois problemas.

Dez hábitos que previnem o diabetes tipo 2
Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 13 milhões de brasileiros sofrem com a doença. Entre 2000 e 2010 o diabetesmatou mais de 470 mil pessoas no país, fazendo com que o Brasil já ocupe a quarta posição em prevalência da doença em todo o mundo. Hoje, são mais de 13,4 milhões de portadores do diabetes tipo 2, especialmente pessoas acima de 40 anos. Além disso, um levantamento do Instituto Ipsos em parceria com a empresa farmacêutica Novo Nordisk mostra que aproximadamente 10% dos brasileiros (19 milhões de pessoas) corre alto risco de desenvolver a doença, se não mudarem seus hábitos. Dentro desses 10%, aproximadamente 60% das pessoas não acredita que está em grupo de risco - o que é muito grave. Além disso, a maioria dos brasileiros não acredita que mudanças no estilo de vida sejam efetivas para prevenir o diabetes tipo 2. É o que afirma a pesquisa "Diabetes: mude seus valores" desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Diabetes. Está na dúvida se você é um alvo fácil para esse problema? Confira os fatores de risco para o diabetes tipo 2 e como prevenir esse mal:

Tenha uma alimentação equilibrada

"A alimentação é um dos pilares mais importantes na prevenção do diabetes", afirma o endocrinologista Fádlo Fraige, presidente da Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad). Isso porque o excesso de peso é um fator de risco para a doença. "Ingerindo mais calorias do que se gasta, a tendência é que o ponteiro da balança suba", explica. Por isso, elabore refeições ricas em verduras, legumes e frutas e modere no consumo de carboidratos e proteínas.

Que fique bem claro: comer doce não causa diabetes. "O que favorece o diabetes é o sobrepeso e a obesidade, que podem acontecer graças à ingestão excessiva de doces", explica o endocrinologista Balduíno. Por isso, maneire no consumo. A recomendação merece atenção especial apenas por quem já é portador do diabetes. "Neste caso, a taxa de glicose no sangue pode ficar muito alta, ocasionando a chamada hiperglicemia", complementa.

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