Homens que tomam medicamentos para colesterol tendem a se exercitar menos

Uso de estatinas causa efeitos colaterais como dor muscular e fraqueza, diz estudo

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 10/06/2014

Os homens que tomam estatistas, medicamentos para baixar o colesterol, parecem ser ligeiramente menos ativos do que aqueles que têm níveis altos de colesterol, mas não fazer uso da medicação. É o que afirma um estudo da Oregon State University - Oregon Health and Science University's College of Pharmacy (EUA). Os resultados foram publicados online dia 09 de junho no JAMA Internal Medicine.

Para entender essa relação, os autores do estudo analisaram dados de mais de 3.000 homens com idades acima dos 65 anos, recrutados entre 2000 e 2002. A idade média acompanhada foi de 73 anos. Todos os homens eram capazes de caminhar por conta própria e viver de forma independente.

Cerca de um quarto da amostragem já estava tomando estatinas quando o estudo iniciou. Durante os sete anos de acompanhamento, outros participantes começaram a tomar o medicamento, e até o final do período 50% dos homens ingeriam as estatistas para controlar o colesterol.

Todos os participantes forneceram detalhes sobre suas rotinas de atividade física no início do estudo, e depois mais duas vezes ao longo dos anos. No momento de seu terceiro e último relatório, todos passaram uma semana usando um acelerômetro para monitorar os níveis de atividade física moderada e vigorosa, assim como o tempo gasto sedentário.

A equipe descobriu que o nível de atividade pareceu diminuir ligeiramente entre os usuários e não usuários de estatina. No entanto, os homens que recentemente embarcou em um regime de estatina durante o estudo tiveram uma taxa mais rápida de declínio atividade do que aqueles que nunca tomaram estatinas.

Os pesquisadores acreditam na hipótese de que as estatistas causam efeitos colaterais dos pacientes que desencorajam a atividade física. Segundo os autores, estudos observacionais anteriores mostraram que mais de 20% das pessoas que tomam estatinas sofrerão com dor muscular em algum momento. Além disso, fraqueza e fadiga também são efeitos colaterais.

No entanto, as conclusões do estudo não significam que as pessoas devem abandonar seus medicamentos para baixar o colesterol. Ressalta apenas a importância do acompanhamento médico mais próximo para esses pacientes.

Aposte nestes exercícios para a saúde do seu coração
Para garantir um coração saudável, os médicos recomendam um remédio milagroso: movimentar o corpo. Quando fazemos exercícios regularmente, o coração trabalha com mais eficiência e sem ter que fazer tanto esforço. O sangue flui melhor e as artérias e vasos ficam mais flexíveis e saudáveis. Tudo isso previne o risco de doenças cardiovasculares, como infarto, colesterol alto, derrame e hipertensão.

"Enquanto uma pessoa sedentária tem de 80 a 100 batimentos por minuto, uma pessoa condicionada está entre 60 e 70 batimentos por minuto", explica o professor de educação física Paulo Mazzeu, da academia Competition, de São Paulo. Pode parecer pouco, mas essa melhora na eficiência diminui em 40% o risco de complicações cardiovasculares.

Para favorecer o sistema cardiovascular, os exercícios precisam elevar a frequência cardíaca. "É o caso da caminhada, da bicicleta, da natação, corrida, aulas de step e jump", recomenda Paulo Mazzeu. Confira, a seguir, por que essas atividades fazem tão bem ao músculo vital e quais as variações de treino que favorecem a saúde cardiovascular.

Tempo e frequência

Você não precisa passar duas horas na academia todos os dias para proteger o coração. Mesmo pequenas quantidades de atividade física podem reduzir o risco de doença cardíaca, diz um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA).

Segundo a pesquisa, praticar 150 minutos - o equivalente a duas horas e meia - de exercícios por semana diminui o risco de doença cardíaca em 14%. Essa porcentagem aumenta de acordo com a quantidade de exercícios praticados.

"O mais importante é que faça com regularidade, pois seus efeitos benéficos não são mediatos, mas, sim, a médio e longo prazo", explica o cardiologista Cláudio Baptista, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).

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