Dormir mal pode aumentar risco de infartos e AVC, diz estudo

Mesmo pessoas que não têm histórico familiar desses problemas apresentam maior risco de desenvolvê-los

POR REDAÇÃO - ATUALIZADO EM 08/11/2016

Dormir bem é excelente para a saúde, e mais uma vez a ciência veio provar isso. Um estudo apresentado na conferência anual da Sociedade Europeia de Cardiologia, desenvolvido na Academia Russa de Ciências Médicas, que fica na cidade de Novosibirsk, mostrou uma relação entre dormir mal e maiores chances de ter doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

Para chegar a essas conclusões, os especialistas recrutaram em 1994 657 homens com idade entre 25 e 64 anos, todos sem histórico familiar de infarto, AVC ou diabetes. Primeiramente, sua qualidade do sono foi avaliada de acordo com a Escala de Sono Jenkins, que identifica a frequência do sono e qualquer dificuldade de dormir ao longo da noite. Os homens então foram classificados e separados de acordo com sua qualidade de sono (entre os que tinham algum problema de sono e os que não tinham), e nos 14 anos seguintes os especialistas mediram a incidência de AVCs e ataques cardíacos entre eles.

Ao comparar os resultados, eles perceberam que os homens classificados como portadores de distúrbios do sono tinham de 2 a 2,6 vezes mais chances de terem problemas um infarto, e entre 1,5 e 4 vezes mais chances de ter um AVC.

Em geral, são indicadas de 7 a 9 horas de sono por noite, mas essas quantidade são individuais. Por isso a qualidade do sono costuma ser mensurada pelos especialistas através da sensação de bem-estar da pessoa ao acordar. Despertar sem nenhum cansaço é o grande indicador de que você dormiu o necessário.

Benefícios do sono
Além de evitar essas doenças, o sono traz diversos outros benefícios à saúde. Confira quais são eles:

Previne depressão

As chances de a depressão comprometer a qualidade de vida de uma pessoa pode ser menor se ela dormir entre seis e nove horas por dia. É o que indica um estudo feito no Cleveland Clinic Sleep Disorders Center, em Ohio, nos Estados Unidos, que analisou mais de dez mil pessoas.

Os resultados mostraram que pessoas com o sono considerado "normal" - de seis a oito horas por noite - tiveram índices mais altos de qualidade de vida e níveis mais baixos de depressão quando comparados aos que dormiam pouco ou muito. Também foi observado aqueles que dormem menos que seis e mais de nove horas por dia sofrem uma piora na qualidade de vida e índices de depressão mais altos.

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