Glossário da Hepatite

Entenda mais sobre a doença

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 20/07/2007

Glossário
Alfa-fetoproteína (AFP): glicoproteína que está presente no tecido fetal (do feto) e também em tumores. No entanto, nem sempre a presença de uma grande quantidade desta substância indica malignidade. Isso pode estar relacionado às inflamações no fígado e no intestino.

Alucinação: acontece quando se tem a percepção de algo que não existe de fato. Pode envolver os cinco sentidos: audição, cheiro, tato, paladar e visão.

Antígeno: toda substância, partícula ou molécula, que estimula o sistema imunológico a produzir um anticorpo específico. O anticorpo é produzido porque o sistema não reconhece esta substância, que pode ser um vírus ou uma bactéria, como sendo do próprio organismo. O antígeno é um ser estranho que o corpo julga ser preciso combater.

Anticorpos: proteínas produzidas pelo sistema imunológico para atacar e destruir substâncias estranhas, como vírus e bactérias (os antígenos). Na primeira vez em que uma pessoa é exposta a um tipo de bactéria ou vírus, seus sistema imunológico fabrica anticorpos para destruí-los Alguns destes anticorpos continuam no organismo mesmo depois de terem atacado e destruído seus alvos Se a pessoa for exposta novamente ao mesmo vírus ou bactéria, o sistema imunológico se lembrará deste ataque e rapidamente reativará os anticorpos para defender o organismo Estes anticorpos protegem a pessoa de ficar doente quando exposta a uma bactéria ou vírus específico pela segunda vez. Este processo é chamado de imunidade Exames de sangue podem detectar a presença de anticorpos contra certos vírus e bactérias, como os que causam hepatite, AIDS, mononucleose e catapora.

Artrite reumatóide:
inflamação das membranas ou dos tecidos que revestem as articulações. Com o passar do tempo, a doença destrói os tecidos das articulações, como cartilagens, ligamentos, tendões e até ossos. Remédios ajudam a controlar a artrite reumatóide e evitar que ela progrida. Em casos de danos sérios e deformações nas articulações, é preciso tratamento cirúrgico.

Auto-imune: reação do organismo contra tecidos e órgãos dele próprio. O corpo não consegue reconhecer suas partes e as ataca como se fossem nocivas ou estranhas. A diabetes é um exemplo de doença auto-imune.

Bactéria: microorganismo constituído por uma única célula.

Bile: líquido esverdeado, amargo e viscoso, secretado pelo fígado e que é levado ao duodeno para participar da digestão.

Bilirrubina: principal produto do metabolismo da hemoglobina (proteína que possui ferro, está presente no sangue e tem a função de transportar oxigênio).

Biópsia do fígado:
exame que consiste na inserção de uma agulha entre as costelas para coletar uma pequena amostra de tecido do fígado. As amostras são examinadas através de um microscópio para avaliar o grau do dano ao órgão. Esse exame revela se a inflamação é crônica, se o tecido do fígado já tem cicatrizes (cirrose) ou se há câncer no órgão.

Cirrose: doença que pode levar à morte, ocorre quando há inflamação e lesões no fígado. Consumo excessivo de álcool e hepatite crônica são as causas mais comuns da cirrose, mas a doença também pode ser causada por alguns remédios e por outras doenças, como hemocromatose. Os sintomas da cirrose são náusea, icterícia (pele e olhos amarelados), tremores nas mãos e coma. É preciso que suas causas sejam tratadas para evitar o agravamento da doença. Caso contrário, o paciente pode ter o fígado tão comprometido a ponto de precisar de um transplante.

Citomegalovirus: um tipo comum de vírus transmissor do herpes que causa febre, resfriado, dor de garganta, inchado dos gânglios, cansaço e dores pelo corpo. Os sintomas causados por este vírus são similares aos do Epstein-Barr. O vírus pode se espalhar pela saliva, sangue contaminado e pelo contato sexual.

Crônico: em doenças, refere-se àquelas de longo prazo, persistentes e de difícil cura.

Doenças sexualmente transmissíveis: infecções que são transmitidas pelo contato sexual.

Enzima: proteína complexa capaz de produzir uma mudança química em outras substâncias, sem que sua própria estrutura seja alterada. Especialista em doenças infecciosas É o médico especializado no tratamento e diagnóstico de infecções complexas. Ele também trata pessoas com infecções crônicas e com doenças como AIDS e tuberculose.

Exame de mononucleose: exame em que se procura por anticorpos do vírus Epstein-Barr, causador da mononucleose.

Fígado: maior órgão do corpo humano, localizado à direta na parte de cima do abdome. É responsável por uma série de funções complexas e importantes que afetam o funcionamento de todo o organismo. Algumas das atribuições do fígado são:
Controlar a quantidade de açúcar (glicose), proteína e gordura que entra na corrente sangüínea
Remover bilirrubina, amônia e outras toxinas do sangue
Processar a maior parte dos nutrientes absorvidos pelo intestino durante a digestão e converter esses nutrientes em formas que possam ser absorvidas pelo corpo. Também estoca nutrientes como vitamina A, ferro e outros minerais
Produzir colesterol, bile e albumina
Metabolizar uma série de drogas

Gastroenterologista: médico especializado no diagnóstico e tratamento de doenças do aparelho digestivo como hepatite, colite ulcerosa, doença de Crohn e câncer de colo do útero e do reto. Eles também realizam uma série de exames especializados, como endoscopia, para fazer os diagnósticos. Alguns são especializados em cirurgias ou no tratamento de grupos específicos, como crianças e idosos.

Hemodiálise: processo de filtragem do sangue por meio de um equipamento especial para retirar substâncias nocivas ao organismo. É necessário quando o rim do paciente não funciona como deveria.

Hemofilia: nome genérico para diversas doenças genéticas hereditárias que fazem com que o corpo não seja capaz de conter ou controlar sangramentos. Ou seja, o paciente tem hemorragia. As deficiências genéticas podem levar à redução da atividade dos fatores responsáveis pela coagulação do sangue. O corpo de pessoas hemofílicas, quando sofre um corte ou uma lesão na qual um vaso sanguíneo é danificado, não consegue formar uma casca de cicatrizção, e o sangramento continua por mais tempo do que o devido. A falta de coagulação pode se dar externamente, na pele, ou no interior do organismo, causando a chamada hemorragia interna.

Hepatite A: infecção no fígado causada por um vírus, o HAV. Geralmente esta doença, que é o tipo mais comum de hepatite, faz com que o fígado fique inflamado por um tempo, mas não costuma evoluir para casos muito graves e os doentes se recuperam sem maiores problemas

Hepatite B: infecção nas células do fígado causada pelo vírus da hepatite B. Ela é transmitida através do contato com sangue ou fluidos corporais de alguém infectado. A transmissão pode ocorrer via transfusões de sangue, agulhas contaminadas, instrumentos cirúrgicos e odontológicos, relação sexual ou após o parto. Hepatite C: infecção no fígado causada por um vírus. Como na maioria dos casos ela não tem cura, apenas controle, ao longo do tempo pode levar a danos permanentes no fígado como cirrose, câncer ou até mesmo o comprometimento total do órgão

Hepatite D:
também conhecida como hepatite delta, é causada pela infecção pelo HDV (vírus da hepatite D). Ocorre apenas em pessoas infectadas com vírus da hepatite B, levando a um quadro de hepatite mais grave. No Brasil, a hepatite delta está limitada, praticamente, à Amazônia Ocidental.

Hepatite viral:
nome genérico para as inflamações do fígado causadas por vírus

Hepatologista: gastroenterologista especializado no diagnóstico e tratamento de doenças do fígado como cirrose e hepatite.

Icterícia: nome dado à coloração amarelada da pele, dos olhos e das mucosas causada pelo excesso de bilirrubina. A bilirrubina é uma substância produzida pela quebra das moléculas do sangue. O fígado é responsável por jogar fora a bilirrubina através da bile. Quando esta substância está em grande quantidade, pode entupir as vias que a levam à vesícula biliar e ao duodeno (primeira porção do intestino delgado), impedindo seu descarte. Além da hepatite A, outras doenças do fígado, das vias biliares e dos glóbulos vermelhos também podem provocar icterícia. O excesso de bilirrubina pode ser acompanhado ainda de urina escura e coceira. Recém-nascidos podem apresentar icterícia após as primeiras 24 ou 48 horas de vida. Este problema desaparece sozinho rapidamente e costuma ocorrer porque o fígado ainda não está completamente maduro e apto a realizar suas funções.

Imunoglobulina: proteína humana, também chamada de gamaglobulina, presente no sangue, nos tecidos e nas secreções do nosso organismo. Elas atuam como anticorpos. Ou seja, reconhecem ataques de substâncias estranhas, como vírus e bactérias, e as destroem. A imunoglobulina deve ser injetada logo após a exposição à sustância estranha, assim o corpo será capaz de se proteger deste invasor. A proteção dada por esta proteína dura cerca de três meses.

Lupus: doença crônica e auto-imune que ataca os tecidos do corpo como se eles fossem substâncias estranhas. Causa inflamação e lesões. Os sintomas principais do lupus são cansaço, febre, marcas na pele, dores musculares e nas juntas. Além de afetar a pele e as articulações, a inflamação causada por essa doença também atinge os tecidos dos rins, coração, pulmão e o sistema nervoso. Não existe cura para o Lupus, mas medicações podem aliviar os sintomas.

Pediatra: médico especializado no tratamento de crianças.

Pedra na vesícula: o fígado produz a bile, um líquido que ajuda na digestão de gorduras, e que é carregado até a vesícula, de onde será lançado para dentro do intestino, a fim de ajudar no processo digestivo. As pedras se formam quando há uma concentração grande de colesterol na bile, que, além de colesterol, também é formada por sais biliares e pigmentos. No início, esta concentração causa o desenvolvimento de pequenos cristais que, com o passar do tempo, crescem e acabam formando uma ou até centenas de pedras.

Período de incubação: tempo que uma infecção leva para se desenvovler a partir do momento que seu organismo entra em contato com um vetor de doenças (bactérias, vírus ou fungos). O período de encubação termina quando os primeiros sintomas ou sinais da doença começam a aparecer.

Psoríase: doença de pele crônica que causa manchas avermelhadas com escamas prateadas. As manchas costumam aparecer nos joelhos, cotovelos, cóccix, mas podem se espalhar para qualquer parte do corpo. As manchas, chamadas de placas, são feitas de camadas de pele morta. Essa doença não é contagiosa e pode ser tratada com cremes e pomadas.

Tireóide: glândula em forma de borboleta que fica na frente da traquéia, logo abaixo da laringe. É responsável pela produção de hormônios que regulam o modo como o corpo usa a energia absorvida na digestão dos alimentos. Se a tireóide não produz quantidade suficiente de hormônios, leva a uma anomalia denominada hipotireoidismo. Se, ao contrário, produzir mais hormônios do que o necessário, o estado é chamado de hipertireoidismo. Ambos os desvios podem ser tratados com medicamentos.

Tomografia computadorizada: exame no qual são utilizados raios-x para fazer imagens detalhadas de estruturas de dentro do corpo.

Transplante de fígado: procedimento cirúrgico no qual o médico remove o fígado doente e coloca outro no lugar, doado por uma pessoa com um órgão saudável. O consumo excessivo de álcool, hepatite e câncer de fígado são algumas das situações que podem levar ao comprometimento do órgão e à necessidade de um transplante. Após o procedimento, o paciente precisará tomar medicamentos para o resto de sua vida para evitar que seu sistema imunológico rejeite o novo órgão. Nem todas as pessoas podem receber um transplante de fígado. É preciso que o candidato ao transplante esteja em boa saúde e não tenha consumido álcool e drogas em um período mínimo de seis meses antes da cirurgia.

Ultra-som abdominal: exame realizado na região abdominal que usa o reflexo das ondas sonoras para produzir imagens de órgãos e outras estruturas do abdome.

VHA: abreviação do vírus da hepatite A.

VHB: abreviação do vírus da hepatite B.

VHC: abreviação do vírus da hepatite C.

VHD: abreviação do vírus da hepatite D.

Vírus: organismo microscópico causador de infecções. Os vírus podem provocar desde doença simples, como gripe, até outras mais graves como AIDS e poliomielite.

Vírus Epstein-Barr: vírus que infecta quase todas as pessoas com quarenta anos ou mais e geralmente não causa nenhuma doença. Mas pode causar mononucleose e está associado a outras doenças como alguns tipos de câncer. O vírus vive nas glândulas salivares e pode ser espalhado pela saliva, por meio do beijo ou do compartilhamento de talheres, pratos e copos.

PUBLICIDADE
Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.