Fontes alternativas de células tronco

A miscigenação eleva, em média, para 1/150.000 o encontro de doador.

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 05/09/2007

Atualmente, nosso país soma 2.500 indicações anuais para transplante de medula óssea, das quais 1.500 não encontram um doador com laços de parentesco e compatibilidade genética.

Devido às dificuldades de se encontrar doadores de medula óssea, busca-se fontes alternativas de células- tronco. Pesquisas demonstraram que, durante a gestação, o sangue de cordão umbilical é uma fonte rica de células-tronco.

Após o parto, o sangue que permanece no cordão umbilical e na placenta, contendo células tronco, era geralmente descartado. A partir dessa descoberta, as células-tronco obtidas do sangue de cordão umbilical vêm sendo utilizadas em modelos terapêuticos onde é indicado o transplante de medula óssea.

Quando o paciente utiliza suas próprias células-tronco (autólogo) não há rejeição, podendo, inclusive, ser utilizadas, com aproximadamente 30% de chance de compatibilidade com parentes consangüíneos. Portanto, as células-tronco do cordão umbilical são muito mais
eficientes para o futuro uso terapêutico.

O transplante pode ser autólogo, quando as células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). Ele é dito alogênico, quando a medula ou as células provêm de um outro indivíduo (doador). O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

Nos transplante alogênicos, com doador, com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova "memória" e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer alguns órgãos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada com medicamentos adequados, mas também pode ocasionar a morte do transplantado.

O sangue do cordão umbilical é fonte de células tronco hematopoieticas, de fibroblastos, de células-tronco vascular e de células mesenqüimais, que serão, em breve, utilizadas pela Medicina Regenerativa (Medicina Translacional) para a recuperação ou até mesmo, para a reprodução de órgãos lesados.





Você já pesquisou ou pensou em guardar as células do cordão umbilical?



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