Câncer de cólon e reto: sedentarismo e dieta rica em carne vermelha podem aumentar risco

Entenda como o estilo de vida moderno impactou na alta incidência desse tumor

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 14/07/2013

Dr. João Ricardo Duda
Coloproctologia - CRM 22961/PR
especialista minha vida

O intestino grosso (cólon) é a porção do trato digestivo onde as fezes são formadas, e o reto, onde são armazenadas antes da evacuação. No Brasil, excetuando os cânceres de pele, o câncer de cólon e reto é o segundo mais frequente na população feminina, e o terceiro na masculina, de acordo com os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A probabilidade do desenvolvimento de um câncer colorretal ao longo de toda a vida é de 5%. O número de novos casos vem caindo em países mais desenvolvidos, como nos Estados Unidos, provavelmente devido aos programas efetivos de rastreamento. Já no Brasil, há um aumento na incidência do câncer do intestino. Os fatores de risco incluem a predisposição genética, consumo excessivo de álcool, doença inflamatória intestinal, radiação, idade acima de 50 anos, diabetes tipo 2, obesidade, tabagismo e dieta. A vida moderna proporcionou a possibilidade de que vivamos mais, o que elevou a incidência de câncer. Além disso, cada vez mais somos sedentários, acima do peso e ingerimos menos alimentos naturais, como vegetais, frutas e grãos (cereais).

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Alguns desses fatores de risco são estanques, como a idade avançada, predisposição genética, diabetes, doença inflamatória e a radiação. Porém, há duas condições primordiais que se pode interferir para que se previna o câncer colorretal:

Modificações de hábitos de vida:

  • Não fumar
  • Não fazer consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Reduzir o consumo de carne vermelha e carnes processadas, sobretudo o churrasco
  • Ingerir mais frutas, vegetais e grãos (cereais)
  • Praticar atividades físicas, ao menos três vezes por semana
  • Perder peso, especialmente a gordura abdominal.

Métodos e exames para diagnóstico precoce, que devem sem feitos na população geral a partir dos 50 anos:

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  • Pesquisa de sangue oculto nas fezes: Anualmente. Trata-se de um exame simples de fezes. É um método com elevados índices de falsos-positivos e falsos-negativos. Caso positivo, deve-se realizar a colonoscopia. Cada vez mais se utiliza somente a colonoscopia, pois além da necessidade de ser feita apenas a cada cinco anos, detecta alterações tão precoces que sequer resultariam em positividade na pesquisa de sangue oculto nas fezes
  • Colonoscopia: A cada 5 anos. Trata-se de uma endoscopia do cólon e do reto realizada sob sedação, após um preparo do cólon com laxativos. Este exame é o grande responsável pela queda nos índices de incidência e mortalidade por câncer colorretal nos países que possuem programas sérios de rastreamento. Isso porque é através dele que se removem os pólipos, pequenos tumores benignos de onde o câncer se origina. Além disso, ao se detectar um câncer precocemente, a chance de cura é muito alta. É um exame seguro, desde que realizado em clínicas com estrutura adequada e profissionais experientes e bem habilitados.

Indivíduos com histórico familiar de câncer colorretal e/ou pólipos e doença inflamatória intestinal devem informar seu médico para que entrem em intervalos especiais de prevenção.

Conclusão:

Portanto, com modificações no estilo de vida e participando de programas de prevenção com colonoscopia, certamente se estará reduzindo drasticamente a chance de ter câncer do intestino.

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