Filhos, casa e trabalho explicam aumento de mulheres com estresse

O corpo feminino adoece, reclamando do excesso de tarefas diárias

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 22/04/2008

As obrigações no trabalho, em casa e com os filhos formam uma lista de deixar você com os cabelos em pé (caso ainda restem alguns). O problema é que, com tantos afazeres na agenda diária, seu organismo fica muito vulnerável e abre as portas para o estresse entrar.Os números não são nada animadores. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o estresse virou uma epidemia global. Estudos do Centro Psicológico de Controle do Stress (CPCS), em São Paulo, indicam que cerca de três em cada dez brasileiros adultos são vítimas do novo mal do século, e o sexo feminino encabeça as estatísticas por causa da dupla jornada de trabalho.

Outra pesquisa vai mais a fundo na relação mãe estressada e filhos doentes. Especialistas americanos da Universidade de Rochester sugerem que, quanto mais os pais estão estressados e deprimidos, mais os filhos ficam vulneráveis a doenças e infecções. Se uma família vive com uma dinâmica de estresse, os filhos dessa família vão aprender a viver da mesma forma. O modelo dos pais gera nos filhos uma forma de se comportar perante os problemas muito parecida , avalia a neurologista Denise Menezes, de São Paulo.

O estresse se manifesta diante de situações novas, sejam elas boas ou ruins. Não se trata de uma doença, mas de uma resposta do organismo a essas condições. Em casos extremos, há uma grande produção dos hormônios cortisol e adrenalina, responsáveis por deixar o corpo sempre alerta. O xis da questão é que quando essas substâncias são liberadas em excesso na corrente sangüínea, elas se tornam nocivas ao organismo.

Essa sobrecarga de hormônios no sangue acaba formando um ambiente propício para enfermidades. Primeiro o paciente fica esgotado, cansado. Depois, a fadiga evolui para a tensão muscular e para alterações orgânicas mais sérias. É aí que começam a aparecer os sintomas indesejados como dores de cabeça e de estômago, azia, insônia, irritabilidade, pressão alta, intolerância, sensibilidade aguçada, dificuldade de concentração e até confusão mental.



Basicamente o estresse se apresenta de duas formas. O estresse crônico, que é lento, progressivo e de longa duração, aparece em decorrência de problemas como a pressão no ambiente de trabalho, a falta de emprego ou problemas familiares. As manifestações de sintomas são raras, mas persistentes. O paciente fica explosivo, com dificuldade para dormir e para se concentrar , explica o médico Antônio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM). Já o estresse agudo é a representação das pressões do cotidiano, apresenta uma fase de alarme e a fase de adaptação, que equivale ao estresse crônico. Esse indivíduo vai apresentar mais doenças cardíacas e problemas com digestão , explica Antônio Carlos Lopes.

Viver estressada é uma barra, não? Então é hora de aliviar as tensões e se acalmar. Duas atitudes simples fazem a toda diferença ao final do dia:

1. Praticar esportes e manter uma alimentação saudável é começo de tudo. Também é importante fazer várias refeições ao longo do dia, evitar beber líquidos junto com o almoço e comer com calma para não retardar a digestão.

2. A auto-análise para reconsiderar hábitos de vida é fundamental. Podemos tornar nossa vida mais leve quando fazemos terapia psicológica e resolvemos nossos conflitos internos, quando meditamos e fazemos uma verdadeira faxina no nosso cérebro nos livrando dos comportamentos condicionados, quando investimos em atividades prazerosas, pois a alegria é um grande instrumento de cura , avalia a neurologista Denise Menezes





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