Prótese de Silicone

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 02/02/2005

Você tem interesse em ficar com seios maiores e decidiu colocar prótese de silicone ? Então você precisa conhecer bastante sobre o assunto porque existem prós e contras e cada mulher pode reagir de formas diferentes. Colocar um implante de silicone já deixou de ser um sonho distante para muitas brasileiras. A popularização da cirurgia e as facilidades de pagamento abriram a possibilidade para um grande número de mulheres. Hoje, depois dos Estados Unidos, o Brasil é o país onde mais se realizam cirurgias desse tipo, com cerca de 30 mil casos por ano. Mas, mesmo sendo uma cirurgia simples, alguns cuidados devem ser tomados antes e depois da colocação de próteses. Um mastologista dá algumas orientações para quem pretende se submeter ao procedimento.

"A primeira coisa que a mulher deve fazer é procurar um mastologista, para realizar uma avaliação completa", diz o especialista. O médico vai examinar as mamas e solicitar uma mamografia e/ou um ultra-som mamário.



Esses exames vão mostrar se há alguma lesão não palpável de aspecto benigno ou com suspeita de malignidade.
"Caso seja diagnosticado algum problema, devemos tratá-lo antes da colocação das próteses", ressalta. Caso não haja nenhuma alteração, a paciente está liberada para cirurgia.

Na maioria dos casos, o acompanhamento clínico de pacientes com implantes mamários é o mesmo para mulheres sem próteses. No entanto, atenção especial deve ser dada à interpretação das mamografias, já que as próteses comprimem a glândula contra a pele, dificultando a visualização e detecção de pequenas alterações.

Para mulheres com alto risco de câncer de mama, o mastologista faz um alerta. "Essas pacientes devem estar cientes das dificuldades que um implante poderá promover em seu acompanhamento clínico e radiológico. A prótese não causa nem favorece o aparecimento da doença, mas pode dificultar a visualização de alterações nos exames, atrasando o diagnóstico e tratamento", destaca. Nesses casos, é necessário que a paciente e o médico fiquem atentos a qualquer tipo de alteração, inclusive porque a prótese interfere na sensibilidade da mulher durante o auto-exame.



Outro problema que ainda persiste, mesmo com a evolução dos materiais usados nos implantes, é a diminuição da resistência das próteses com o passar dos anos. Por isso, é aconselhável a substituição das mesmas a cada oito ou dez anos. Os exames mais comuns para detectar rupturas são a mamografia e o ultra-som.









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