Qual a diferença entre mioma e cisto no ovário?

Como os dois quadros são comuns, pode haver coincidência, mas os sintomas e diagnósticos são diferentes

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 16/02/2016

Dr. Fabio Laginha
Ginecologia e Obstetrícia - CRM 42141/SP
especialista minha vida

Em primeiro lugar, é importante dizer que miomas e cistos de ovários não devem ser confundidos. Vamos aproveitar este espaço para falar da diferença entre eles. Miomas são tumores benignos sólidos derivados da parede do útero. Após os 35 anos de idade, cerca de 60% das mulheres podem ter estes nódulos, com tamanhos e localizações variáveis, mas, menos de 20% deles têm sintomas e necessitarão de algum tipo de tratamento.

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Já os cistos são tumores com conteúdo líquido que ocorrem nos ovários e podem ser funcionais, quando aparecem na idade reprodutiva da mulher e ocorrem durante o ciclo menstrual. Acontecem, principalmente, antes e durante a ovulação. Nesse período, podem conter sangue que, ao extravasar para o abdome, pode ocasionar dor, porém, são absorvidos e desaparecem sozinhos. Raras vezes estes cistos são hemorrágicos e necessitam de algum tipo de cirurgia para estancar o sangramento.

Como os dois quadros são comuns, pode haver coincidência, mas os sintomas (quadro clínico), os exames laboratoriais, a avaliação médica associada aos exames de imagem como: ultrassonografia pélvica transvaginal podem facilmente diferenciar as patologias.

Por outro lado, os cistos não funcionais podem ser: de origem endometriodes, com sangue derivado de tecido endometrial no ovário; dermóides (teratomas), que são tecidos de origem da época do desenvolvimento do embrião e que, nos ovários, normalmente são benignos, mas podem crescer e os cistoadenomas, derivados do próprio tecido ovariano.

Há também os resquícios embrionários da região da trompa, tecidos do desenvolvimento do embrião que não evoluíram adequadamente durante o desenvolvimento fetal e, por estarem muito perto da região, podem ser confundidos com cistos de ovários. Todos estes não variam com o ciclo menstrual e, precisam ser acompanhados e avaliados para descartar qualquer patologia maligna.

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