Campanha mostra que combate ao mosquito Aedes aegypti começa dentro da casa

Com depoimentos de pessoas que tiveram as vidas transformadas por doenças transmitidas pelo mosquito, iniciativa convoca a população para evitar a proliferação do Aedes

POR INFORME PUBLICITÁRIO - PUBLICADO EM 19/12/2017

"Eu não sabia que estava grávida. Mas quando foi no oitavo mês, que eu fiz o ultrassom e deu microcefalia, ali parece que meu mundo desabou". Irailde Paiva Pedrado contraiu Zika vírus na gestação e reconhece o medo que tinha do inesperado e de, eventualmente, rejeitar a própria filha.

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Além dela, Rosineide Mota também sofre a consequência de uma das doenças: ela perdeu a filha para a Dengue. Já o professor Luciano Alencastro sente dores que o impedem de fazer planos a longo prazo e de ter a mesma vida de antes do diagnóstico de Febre Chikungunya. Essas histórias fazem parte da nova campanha do Ministério da Saúde contra o mosquito Aedes aegypti.

Campanha do Ministério da Saúde

Ao trazer três depoimentos diferentes de pessoas que tiveram suas vidas diretamente impactadas pelas doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti - Dengue, Zika e Chikungunya -, a campanha mostra que todos estão vulneráveis e que o mosquito pode tirar vidas ou marcá-las para sempre.

O Ministério da Saúde quer que cada cidadão compreenda que a responsabilidade do combate ao transmissor das doenças precisa ser encarada.

"A campanha sugere a reflexão da população em relação à responsabilidade individual e coletiva. Buscamos mostrar, por meio de histórias reais, as consequências do mosquito na vida de famílias brasileiras. As pessoas precisam se sensibilizar e juntar esforços para combater o mosquito", comentou Juliana Vieira, coordenadora do Núcleo de Publicidade do Ministério da Saúde.

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Também faz parte das ações de prevenção a iniciativa "Sexta sem Mosquito", que é a realização de um mutirão de limpeza contra os insetos durante as sextas-feiras do mês de dezembro.

Como prevenir

A proliferação do mosquito pode ser barrada dentro de casa com medidas preventivas bem simples. A orientação é manter a casa sempre limpa, eliminando possíveis criadouros do mosquito. Além disso, o uso de roupas que evitem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, também é recomendado, principalmente durante os surtos

Outros hábitos, como o uso de repelentes e inseticidas, ajudam a evitar a picada do mosquito transmissor. Nestes casos, é importante sempre seguir as instruções de uso dos rótulos dos produtos. Para quem dorme ou permanece em repouso durante o dia, o uso de mosquiteiros proporciona boa proteção.

Situação das doenças

De acordo com o Ministério da Saúde, até o dia 18 de novembro de 2017, foram notificados 241.218 casos prováveis de Dengue em todo o país. Esse número mostra uma redução de 84% em relação ao mesmo período do ano passado. Também houve queda no número de óbitos, passando de 695, em 2016, para 125 mortes este ano.

No caso de Chikungunya, foram registrados 184.525 casos prováveis da febre. A redução é de 32% em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano foram 152 mortes confirmadas laboratorialmente, enquanto no ano passado tivemos 213.

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O Ministério mostra ainda que em todo o país foram 16.927 casos de Zika. A queda em relação ao ano anterior é de 92%. No caso de gestantes, foram 2.205 casos prováveis, com a confirmação para 910 deles.

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