10 dúvidas sobre camisinha e DSTs para curtir o Carnaval protegido

Entenda mais sobre esse assunto e curta a festa sem colocar sua saúde em risco

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 19/01/2017

No Carnaval todo mundo quer saber de festa, claro, mas é importante curtir com responsabilidade, principalmente para evitar as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Por isso, é importante reforçar que a camisinha é um item indispensável dessa festa. Quer saber como não furar o preservativo? Entender um pouco mais sobre as DSTs? Abaixo, confira as principais dúvidas enviadas pelos nossos leitores sobre esse tema:

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1. Homens com DST conseguem transar normalmente?

"São raros os casos em que a DST impede um homem de manter relações sexuais e, mesmo assim, como no caso do herpes, isto se deve à dor e não a um problema funcional. No entanto, é parte da responsabilidade da pessoa se abster de manter relações até que seu médico o declare curado, para assim evitar a propagação da DST", Eduardo Finger, clínico médico geral.

2. Entre um casal que não tem DSTs, um dos dois pode apresentar alguma dessas doenças mesmo sem ter traído?

"Muitas doenças de transmissão sexual podem passar muitos anos sem apresentaram qualquer sintomas e, a não ser que tenha exames específicos negativos anteriores, não se pode afirmar quando foi o contato, além disso, não podemos esquecer de que algumas ditas DSTs também possuem outras formas de serem pegas, como passando de mãe pra filho, compartilhamento de seringas, aparelhos cortantes de unha, gilete, transfusão de sangue e até mesmo materiais médicos não esterilizados adequadamente na endoscopia, na colonoscopia e em procedimentos dentários", Keilla Mara de Freitas, infectologista.

3. Como saber se uma pessoa tem DST?

"Infelizmente as doenças sexualmente transmissíveis podem demorar muito tempo para apresentarem algum sinal de que sua existência. Então, a melhor forma de saber se alguém possui alguma DST é o acompanhamento com médico, realizando exames periódicos. A melhor forma de evitar contrair DSTs é usando o preservativo", Pedro Soubihia de Faria, clínico médico geral.

4. Por que é recomendada a abstinência sexual até remissão total de DSTs curáveis, como gonorreia e clamídia?

"As uretrites causadas pelo gonococo ou pela Clamídia são DSTs transmitidas pela secreção uretral. Durante o ato da colocação do preservativo, pode haver contaminação na parte externa do mesmo, podendo haver contaminação da outra pessoa. É altamente recomendada a abstinência sexual de pelo menos sete dias durante o tratamento e uma nova consulta com um urologista para reavaliação da eficácia do tratamento", Luiz Augusto Westin, urologista.

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5. Tricomoníase e candidíase são a mesma doença?

"São infecções diferentes. A tricominíase é uma doença sexualmente transmissível causada pelo protozoário unicelular Trichomonas vaginais. Ele causa lesão na mucosa vaginal, levando à formação de úlceras microscópicas, as quais aumentam o risco de contaminação por outras DSTs, como HPV, herpes, gonorreia, clamídia e até HIV. Pode ser assintomática, mas pelo menos 2/3 das mulheres infectadas apresentam sintomas. O quadro mais comum é a vaginite, inflamação da vagina com corrimento amarelo-esverdeado de odor desagradável associado a dor para urinar, dor durante o ato sexual e coceira vaginal. Se não tratada, é fator de risco para infertilidade e câncer do colo do útero. Em grávidas a infecção está associada a parto prematuro. Já a candidíase é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans, levando a diminuição do pH vaginal, provocando coceira, irritação, edema da mucosa vaginal e dor. A Candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), entretanto, o homem pode contrair candidíase se tiver relação sexual com a parceira contaminada", Cintia Pereira, ginecologista.

6. Quais os riscos e fatos que implicam para que o preservativo acabe furando?

"O uso correto do preservativo implica em termos atenção a alguns detalhes que vão desde o momento de abrir a embalagem do preservativo até a forma de colocação do mesmo. Nunca devemos abrir a embalagem com objetos pontiagudos (facas, tesoura ou mesmo o dente) porque corremos o risco de romper o preservativo. A embalagem tem uma ranhura que permite a abertura com as próprias mãos delicadamente. Observe que a maioria dos preservativos já vem lubrificados com produtos adequados para este fim. A utilização de lubrificantes derivados do petróleo ou oleosos (vaselina, óleo de bebê) podem enfraquecer o látex do preservativo, predispondo ao rompimento. Ao colocar o preservativo masculino, atente para o fato de que há um compartimento na ponta do preservativo que deverá ser introduzido sem ar no pênis em ereção. Portanto, devemos apertar a ponta do preservativo para que ele seja colocado corretamente. Nunca desenrole o preservativo para depois encaixar no pênis. Sempre vá desenrolando e introduzindo o preservativo sobre o pênis simultaneamente para que ele fique bem posicionado. E por último, lembramos que o preservativo é de uso único e portanto, descartável. Seguindo essas dicas, o rompimento do preservativo poderá ser evitado", Ana Paula Marques Fernandes Yoshizumi, ginecologista.

7. Por que um teste de HIV pode dar "falso-negativo"?

"Todos esses fatores podem interferir no resultado do exame: Vacina contra influenza A H1N1; artrite reumatoide; doenças autoimunes (lupus eritematoso sistêmico, doenças do tecido conectivo e esclerodermia); colangite esclerosante primaria; terapia com interferon em pacientes hemodialisados; síndrome de Stevens-Johnson; anticorpo antimicrossomal; anticorpos HLA (classe I e II); infecção viral aguda; aquisição passiva de anticorpos anti-HIV (de mãe para filho); tumores malignos; outras retroviroses; múltiplas transfusões de sangue; anticorpo antimúsculo liso. É por isso que sempre que um teste vem positivo precisa ser realizado um outro teste confirmatório mais especifico", Keilla Mara de Freitas, infectologista.

8. Se depois de fazer exames e não acusar nenhum tipo de DST, é possível ter relação sem camisinha ou mesmo assim há risco de ter DST?

"O uso de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis através da camisinha é de fundamental importância. Algumas DSTs podem não ser detectadas de imediato nos exames, devido ao período de incubação ou dificuldade no diagnóstico. O preservativo deve ser sempre utilizado", Helio Magarinos Torres Filho, patologista clínico.

9. Mesmo depois de ter feito exames e ter resultado negativo para DSTs, o casal corre o risco de pegar alguma DST se não usar camisinha?

"Existe uma gama de germes que podem ser transmitidos através das relações sexuais, não apenas o HIV. Em alguns casos, estes germes não podem ser diagnosticados de forma correta através de exames laboratoriais e o uso da camisinha continua sendo indicado", Helio Magarinos Torres Filho, patologista clínico.

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10. Ao se relacionar com camisinha, é possível contrair o HIV?

"A camisinha protege muito bem, mas não é infalível. É rara a contaminação com o uso dela, mas há casos descritos. Também ajuda muito se a pessoa contaminada com HIV estiver fazendo o tratamento e acompanhamento, pois se ela aderir à medicação, dificulta ainda mais a transmissão", Eduardo Finger, clínico médico geral.

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