Câncer de testículo: veja como fazer o autoexame

O câncer de testículo acomete especialmente homens entre 15 e 35 anos. Autoexame contribui para o diagnóstico precoce da doença

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 16/02/2018

Dr. Bruno Santos Benigno
Oncologia - CRM 126265/SP
especialista minha vida

O câncer de testículo é considerado uma doença rara do sistema reprodutor, correspondendo de 2 a 3% de todos os cânceres no aparelho urinário, quando consideramos homens de todas as idades. (1)

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Quando consideramos apenas homens entre 15 e 35 anos, o câncer de testículo é a doença maligna mais frequente do sistema reprodutor masculino. Após essa faixa de idade, o câncer de próstata assume a liderança no número de casos. (2)

Geralmente os tumores de testículos são detectados durante o autoexame. Costumam ser percebidos como nodulações duras, firmes e pouco dolorosas. (3) Além disso, pequenos traumas no testículo durante atividades físicas são causas frequentes de detecção precoce, uma vez que levam ao autoexame e detecção de nódulos que estavam presentes mas não causavam sintomas.

Passo a passo do autoexame

O autoexame pode ser feito durante o banho e inicia com a palpação da parte superior do testículo e dos pelos pubianos. Confira o passo a passo:

1. Na extremidade superior do testículos temos o epidídimo, que é uma estrutura macia, em formato de gota, que tem a função de amadurecer e armazenar os espermatozóides produzidos pelo testículo. É no epidídimo que se conecta o ducto deferente, responsável pelo transporte dos espermatozoides até a próstata e o pênis.

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2. O exame segue para o corpo do testículo, que deve apresentar uma consistência macia, semelhante à região da palma da mão onde temos o polegar.

3. Em seguida, a avaliação da parte mais inferior do testículo, onde encontramos a cauda do epidídimo e o ducto deferente.

Quando buscar um médico?

Ao perceber qualquer uma das alterações abaixo no seu autoexame, busque um especialista:

  • Nódulos, dolorosos ou não, em qualquer parte do testículo
  • Acúmulo de líquido ao redor do testículo
  • Aumento repentino do tamanho do testículo
  • Sangramento ou secreção amarelada na ejaculação
  • Ter um pai ou irmão que já manifestaram a doença
  • Perceber que o testículo não se encontra na bolsa escrotal.

Referências

1. Siegel RL, Miller KD, Jemal A. Cancer statistics, 2018: Cancer Statistics, 2018. CA Cancer J Clin. janeiro de 2018;68(1):7?30.

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2. Curreri SA, Fung C, Beard CJ. Secondary malignant neoplasms in testicular cancer survivors. Urol Oncol Semin Orig Investig. setembro de 2015;33(9):392?8.

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