Cólicas menstruais podem doer tanto quanto um ataque cardíaco, diz médico

O fato, já velho conhecido das mulheres, foi reconhecido pela comunidade médica

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 07/03/2018

O professor de saúde reprodutiva John Guillebaud, da University College London, comparou as cólicas menstruais à dor provocada por um ataque cardíaco.

PUBLICIDADE

A afirmação é de 2016 em uma entrevista ao site Quartz, mas foi republicada em fevereiro deste ano pela revista Marie Claire norte-americana.

Claro que a maior parte das mulheres que sofrem com o problema já sabem disso, mas é sempre bom ver a comunidade médica reconhecendo este problema.

O que causa as cólicas menstruais?

Estima-se que, mais ou menos, metade da população feminina sente ou já sentiu cólicas menstruais. Conforme explica a ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, Helena Junqueira, a dismenorreia, quando primária, é apenas uma reação fisiológica do organismo provocada pelo aumento do hormônio prostaglandina, e não uma doença. O que varia é que pode se manifestar de maneira mais intensa - e até incapacitante - ou apenas como um leve desconforto.

A especialista esclarece também que a intensidade das cólicas pode alterar dependendo de alguns fatores. "Quanto maior o fluxo menstrual mais dor. A presença de coágulos e o tamanho do orifício do colo do útero são igualmente variáveis importantes", ensina. Isso explica porque as cólicas são mais comuns entre as adolescentes: o seu útero ainda é pequeno e o orifício de saída mais fechado.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DESSA PUBLICIDADE ;)

A dismenorreia secundária é um sintoma provocado pelo organismo quando há presença de algumas alterações patológicas no aparelho reprodutivo, como a endometriose.

Como tratar as cólicas menstruais dolorosas

Para a dismenorreia primária o tratamento mais comum é à base de medicamentos antiespasmódicos. Caso não surtam efeito para diminuição da dor, Junqueira explica que outra alternativa com excelentes resultados é a administração de anti-inflamatórios.

Já para secundária o melhor tratamento deve ser indicado pelo médico, não apenas visando o alívio da dor, mas sim, o combate à doença.

Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.