Problemas cardíacos em mulheres: por que o coração delas merece atenção?

A gerente médica do setor de Cardiologia do Fleury Medicina e Saúde Paola Smanio tira dúvidas sobre o tema

POR INFORME PUBLICITÁRIO - PUBLICADO EM 15/03/2018

A rotina agitada das mulheres, que muitas vezes inclui a dupla jornada de trabalho, pressões familiares e tenções profissionais, faz com que elas deixem os cuidados com a própria saúde para depois. Porém, o que poucas sabem é que o estresse do dia a dia pode influenciar no desenvolvimento de problemas cardiovasculares.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos no mundo por causa de doenças cardiovasculares. E estima-se que 8,5 milhões de vítimas sejam mulheres.

Com o apoio do Fleury Medicina e Saúde, o Minha Vida ao Vivo entrevistou a gerente médica do setor de Cardiologia do Fleury Medicina e Saúde Paola Smanio para tirar dúvidas sobre hábitos, sintomas e exames preventivos que envolvem a saúde cardíaca da mulher.

Se você perdeu, não se preocupe: confira abaixo as principais questões ou assista a entrevista na íntegra em nossa página do Facebook

Minha Vida: Quais são as doenças cardíacas mais comuns no público feminino?

Paola Smanio: Falando sobre as doenças que têm uma taxa de mortalidade elevada e que trazem bastante risco, as principais são as cardiovasculares, entre elas o infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Existem outras manifestações, que não são necessariamente doenças, mas que também trazem risco à saúde, como arritmia e sopro.

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Minha Vida: Como a mulher pode identificar que tem problema no coração? Existem sintomas específicos ou recorrentes?

Paola Smanio: Os sintomas são variados, mas o mais importante é a dor no peito. E não só no peito, mas dor no braço esquerdo, no pescoço e nas costas. Em geral, o incômodo começa desencadeado pelo exercício, porém pode aparecer em outros momentos também.

A mulher tem uma característica: nem sempre ela tem um sintoma muito típico. Também é uma característica ter dificuldade de falar, de definir e descrever de forma objetiva um sintoma. Então, eles podem aparecer como enjoo, falta de ar, respiração curta, palpitações, ou seja, várias coisas podem nos dar pistas de que tem alguma coisa diferente com o coração e deve ser investigado.

Minha Vida: Quais são os principais fatores de risco para que a mulher desenvolva doenças do coração?

Paola Smanio: Os fatores de risco são aqueles que juntos dão mais chances de desenvolver a doença. E que são aqueles que muitas vezes a gente já ouviu falar. O histórico familiar é muito importante não só porque, às vezes, ele passa para os descendentes, mas porque pode estar associado a características de hábitos errados na mesma família, como o sedentarismo.

Pressão alta (hipertensão) e tabagismo para mulher são muito importantes. Diabetes também porque acabando dando uma doença difusa nos vasos, e os vasos do coração já são estreitos e, na da mulher, são mais finos ainda. Além disso, falta de exercício, obesidade e colesterol também são fatores importantes.

Minha Vida: Tem alguma faixa etária de maior risco para as mulheres enfartarem ou desenvolverem problemas?

Paola Smanio: Os hormônios femininos são protetores, mas eles não são vacinas. Em geral, depois da entrada na menopausa é mandatório que elas façam uma investigação porque a mulher perde essa proteção hormonal e tem que se cuidar bem mais.

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Minha Vida: Existe um aumento de incidência entre as mulheres no último ano? E se houve esse aumento, o fato da mulher ter acumulado uma dupla jornada de trabalho nas últimas décadas pode ter contribuído para isso de alguma forma?

Paola Smanio: Diferente de antigamente, que a mulher tinha a função básica de cuidar da casa, do marido e dos filhos, hoje, a maioria das mulheres tem a tripla jornada. Uma característica da mulher é que raramente ela diz não, então ela vai fazendo tudo e isso faz com que ela deixe de prestar atenção nos sintomas e deixe de se cuidar.

Então, há todo esse estresse por si só e a mulher é mais ansiosa. Também é possível perceber alterações psicológicas muito mais frequentes, que são provenientes de toda essa sobrecarga, o que libera na corrente sanguínea substâncias que podem agredir as artérias.

Minha Vida: Falando um pouco sobre prevenção, atividade física periódica e alimentação saudável podem ajudar a combater esses problemas no coração? Em que medida? Quais são os melhores exercícios para esse fim?

Paola Smanio: A gente consegue se prevenir se fizer uma "lição de casa". Ter hábitos alimentares saudáveis é uma prevenção. O nosso metabolismo, às vezes, com todas as coisas que a gente ingere, não dá conta. Outras vezes, a gente tem tendências genéticas, que são características e, somando a má alimentação, as chances de problemas aumentam.

Então, a atividade física com regularidade é muito importante. Ela promove uma saciedade e atua beneficamente liberando hormônios mais tranquilizantes. Além disso, dê preferência aos exercícios aeróbicos, porque em termos de benefícios cardiológicos, ele é melhor já que acelera um pouco mais o coração.

Minha Vida: A mulher deve procurar um especialista que possa cuidar do coração dela ou o ginecologista pode prescrever os exames? E com qual frequência ela deve visitar o cardiologista?

Paola Smanio: O ginecologista é super importante. Ele é o médico da mulher. Desde cedo ela faz prevenção para câncer de mama e ginecológico. Entretanto, o cardiologista está mais atualizado sobre os exames mais indicados para cada caso.

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A regularidade vai depender dessa bagagem de características de vida e dos fatores de risco. Se você tem histórico familiar importante, hábitos como o tabagismo e nunca se cuidou, você realmente precisa procurar o médico. E antes da menopausa, a rotina de exames deve ser anual.

Minha Vida: Existe um check-up cardíaco que a mulher deva fazer para se prevenir?

Paola Smanio: Existe e é importante que seja realizado. O Fleury tem um Centro Integrado Cardiológico e Neurovascular especializado com esse enfoque. A gente realiza exames em todas as unidades, mas lá, se você tem um desmaio, vamos fazer uma investigação de síncope. Também tem tilt-test, o holter para avaliar arritmia, ecocardiograma simples ou com estresse físico, entre outros. Ou seja, toda uma gama de exames voltados para a mulher e, claro, para homens também, com uma equipe bem treinada.

Clique aqui e assista a entrevista completa da gerente médica do setor de Cardiologia do Fleury Medicina e Saúde Paola Smanio na página do Minha Vida no Facebook.

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