Gesto de cidadania: entenda por que a vacinação é tão importante para a sociedade

Cobertura vacinal ajuda no controle de doenças graves e protege toda a população

POR INFORME PUBLICITÁRIO - PUBLICADO EM 13/11/2018

Até o dia 22 de outubro, um número preocupante foi informado pelo Ministério da Saúde: o Brasil confirmou 2.425 casos de sarampo, em estados como Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pará, Rondônia, São Paulo, Distrito Federal e Sergipe.

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Apesar da campanha ter sido intensificada pelo Ministério da Saúde de janeiro a outubro, com o envio de 13,2 milhões de doses da vacina tríplice viral - que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola - aos estados atingidos, a cobertura vacinal da população tem registrado baixas significativas. Em 2017, quase todas as doenças tiveram uma cobertura abaixo do aconselhado.

Isso se deve, em parte, a alguns fatores importantes. Entre eles, a falsa sensação de segurança ocasionada pela erradicação de algumas doenças, que no passado apresentavam altas taxas de mortalidade infantil. Esse é o caso do sarampo, cuja prevenção é feita pelas vacinas tríplice viral e tetra viral.

A doença, que havia sido erradicada no Brasil, voltou a registrar casos devido à baixa cobertura vacinal, que deixa a população mais vulnerável e suscetível ao contágio pelo vírus. Com sintomas como febre alta, tosse, coriza e manchas avermelhadas pelo corpo, o sarampo pode levar à morte, principalmente quando atinge crianças pequenas.

O movimento antivacina, estimulado por notícias falsas, também teve impacto no desempenho negativo da cobertura vacinal. Ao contrário do que as fake news propagam, as vacinas são 100% seguras e não causam doenças ou efeitos adversos graves. O que pode ocorrer são reações temporárias, como local de aplicação dolorido ou febre ligeira.

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Ainda assim, são sintomas muito brandos em comparação ao que as doenças, muitas delas fatais, podem causar à nossa saúde. Lembre-se: a vacina não só previne doenças, mas ajuda a salvar vidas, de crianças a idosos.

Em caso de dúvidas sobre doenças, sintomas, formas de prevenção, vacinas disponíveis e outros, basta acessar, no portal do Ministério da Saúde, o glossário Saúde de A a Z, clicando aqui.

Vacinar é um gesto de cidadania

O sarampo é apenas um exemplo do que pode acontecer caso a cobertura vacinal continue em baixa. Outras doenças, que também foram eliminadas no passado, correm o risco de voltar a circular entre a população, colocando em risco crianças e outros grupos que não podem se vacinar. Essas são algumas delas: poliomielite, rubéola, tétano, coqueluche e difteria.

Todas elas podem trazer sequelas gravíssimas na infância e também na vida adulta, como no caso da poliomielite, que causa paralisia parcial ou total dos membros. A boa notícia, no entanto, é que todas as doenças citadas anteriormente podem ser prevenidas com as vacinas, disponíveis gratuitamente nos serviços públicos do Sistema Único de Saúde (SUS). Basta acessar o Calendário Nacional de Vacinação e checar as vacinas que devem ser tomadas ou reforçadas em cada fase da vida.

Atualmente, são oferecidas à população 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), destinadas a crianças, adolescentes adultos e idosos. É importante reforçar que a vacinação é segura e não causa doenças ou efeitos adversos graves - os sintomas das doenças, por sua vez, são muito mais preocupantes e podem levar à morte.

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Ademais, vacinar é um gesto de cidadania e uma escolha que afeta todos, sem distinção. A imunização coletiva depende que uma grande parcela da população esteja vacinada, a fim de proteger crianças e grupos específicos, que não podem se vacinar e estão com a defesa imunológica baixa. Por isso, deixar se vacinar coloca em risco não só a sua saúde, mas também a de todos os que estão à sua volta.

O que você precisa para se vacinar

Apesar de alguns meses do ano estarem dedicados a campanhas específicas de vacinação, toda a população pode se vacinar gratuitamente a qualquer momento, nas mais de 36 mil salas de vacinação localizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o País. Basta ter em mãos a sua carteira de vacinação e comparecer em um posto de saúde.

Em caso de perda da carteira, a recomendação é a de que você procure o posto de saúde onde recebeu as vacinas, para resgatar o histórico de vacinação, e então faça a segunda via. Estar sem a carteira também não é motivo para deixar de se vacinar: ao receber a dose no posto de saúde, você recebe um registro de controle da vacinação, podendo atualizar mais tarde a caderneta.

Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.