5 mitos e verdades sobre cirurgia metabólica

Procedimento é aliado no tratamento do diabetes tipo 2 e deve ser indicado de acordo com critérios específicos

POR INFORME PUBLICITÁRIO - PUBLICADO EM 03/06/2019

O diabetes já faz parte da rotina de muitos brasileiros, infelizmente. De acordo com dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, o número de brasileiros com diabetes aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, atingindo 5,5% da população.

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Muitos fatores influenciam esse crescimento, como mudança de hábitos alimentares, sedentarismo, envelhecimento e outros. No caso do diabetes tipo 2, outro fator de risco muito grave está associado à doença: a obesidade. Por se tratar de uma doença crônica e com complicações sérias, é fundamental discutir formas de controlar a doença.

Além do tratamento medicamentoso, existe uma alternativa: cirurgia metabólica. Você já ouviu falar nela? Muitas pessoas ainda a confundem com a cirurgia bariátrica e não sabem todos os benefícios que ela pode oferecer à saúde, além do controle do diabetes. Veja abaixo alguns mitos e verdades sobre o procedimento e informe-se:

Mitos e verdades sobre a cirurgia metabólica

Cirurgias bariátrica e metabólica são a mesma coisa?

Não exatamente. Apesar de serem procedimentos muito similares, muitas vezes realizados com a mesma técnica cirúrgica (como o bypass gástrico), as cirurgias bariátrica e metabólica possuem objetivos muito diferentes, que devem ser levados em conta pela equipe médica e também pelo paciente. A bariátrica, por exemplo, tem como foco a redução do peso, enquanto a metabólica destina-se ao controle do diabetes.

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O conceito de cirurgia bariátrica também é mais antigo, uma vez que a técnica foi introduzida no mundo há mais de 50 anos e é repetida no Brasil há pelo menos 20. A metabólica, por sua vez, é mais recente e recebe esse nome devido a transformações endócrinas pelas quais o paciente passa após a intervenção cirúrgica, com alterações na síntese de hormônios responsáveis pelos níveis de açúcar no sangue.

Qualquer pessoa, sem exceção, pode fazer?

Mito. Alguns critérios devem ser muito bem analisados para que o paciente possa ser indicado à cirurgia metabólica, como a falta de controle adequado da doença mesmo após mudanças no estilo de vida e tratamento medicamentoso contínuo. De acordo com o site VidaNovaMetabolica.org.br o cirurgião bariátrico deve ainda reconhecer as seguintes condições no candidato à cirurgia metabólica:

  • Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 30 e 34,9 (mínimo)
  • Ter entre 30 e 70 anos de idade
  • Tempo mínimo de doença de 2 anos
  • Tempo máximo de doença de 10 anos ? devido à dificuldade de remissão do diabetes após esse período. No entanto, mesmo os pacientes que não alcançam a remissão podem se beneficiar da redução dos níveis glicêmicos proporcionada pela cirurgia, reduzindo as chances de complicações futuras.

Ela controla outras doenças além do diabetes tipo 2?

Verdade. Apesar de o principal objetivo da cirurgia metabólica ser o controle do diabetes tipo 2, o procedimento pode trazer outros benefícios à saúde. As transformações anatômicas realizadas pela cirurgia provocam o aumento da quantidade de hormônios que atuam na regulação do açúcar e do metabolismo, controlando a fome e promovendo a saciedade.

Por isso, além da melhora do quadro de diabetes, a cirurgia metabólica favorece a redução e o controle equilibrado do peso, colabora com a queda dos níveis de colesterol ruim (LDL) e aumento do colesterol bom (HDL), reduz a apneia do sono e melhora a hipertensão arterial, reduzindo os riscos de problemas cardiovasculares.

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É uma cirurgia reconhecida no Brasil?

Verdade. Em dezembro de 2017, um parecer foi publicado no Diário Oficial da União: a resolução Nº 2.172, de 22 de novembro de 2017, reconheceu a cirurgia metabólica para o tratamento de pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2, com IMC entre 30 kg/m2 e 34,9 kg/m2, sem resposta ao tratamento clínico convencional, como técnica não experimental de alto risco e complexidade. O procedimento, aprovado pelo Conselho Federal de Medicina, ainda é reconhecido por mais de 50 sociedades médicas ao redor do mundo.

A cirurgia metabólica é a cura do diabetes?

Mito. Embora ofereça muitos benefícios, como controle e até remissão do diabetes tipo 2, melhora da hipertensão e redução de peso, a cirurgia metabólica não é um tratamento exclusivo e isolado para quem sofre com a doença e suas comorbidades. Por isso, após a intervenção cirúrgica, é fundamental adotar um novo estilo de vida, com a prática regular de atividades físicas e uma alimentação saudável. Para saber mais, acesse: VidaNovaMetabolica.org.br.

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