Antibióticos: riscos do uso abusivo e como evitar

Interrupção do tratamento e diagnósticos errôneos podem trazer graves consequências para a população

POR INFORME PUBLICITÁRIO - PUBLICADO EM 14/06/2019

Em algum momento da vida, você deve ter se deparado com a necessidade de tratar uma doença infecciosa com um determinado antibiótico, não é mesmo? Essa classe de medicamentos é indicada justamente para combater a ação de alguns micro-organismos1, como as bactérias, e deve ser utilizada com consciência e racionalidade.

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Isso é importante porque os antibióticos não conseguem combater uma classe de microrganismos: os vírus. Estes micro-organismos, como influenza e vírus sincicial respiratório (VSR), são responsáveis pela gripe e pela bronquiolite, respectivamente, e devem ser combatidos com medicamentos específicos, que não os antibióticos.

Mas de acordo com órgãos como a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde, o que ocorre é justamente o oposto: em alguns países, antimicrobianos são utilizados sem a devida prescrição médica em até dois terços das ocasiões2. E, quando são prescritos, sua indicação pode ser desnecessária em até 50% dos casos2.

O uso inadequado de antibióticos pode causar problemas não só para o paciente, como no caso de reações adversas ou ausência de resultados positivos para o tratamento da doença, mas também para o sistema de saúde como um todo3. Além disso, a utilização indiscriminada de antibióticos pode levar a outro problema sério: resistência microbiana.

O perigo das superbactérias

Conforme utilizamos os antibióticos de forma inadequada, as bactérias presentes no organismo aprendem a se "defender" da ação dos medicamentos1, o que leva à resistência microbiana. As superbactérias, portanto, são aquelas que desenvolveram resistência a diferentes tipos de antibióticos, o que torna seu tratamento mais limitado4.

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A resistência bacteriana pode ser estimulada pela utilização inadequada de antibióticos ou pela interrupção do tratamento4, quando, após as primeiras doses do medicamento em questão, nos sentimos bem e paramos de tomá-lo. Isso pode levar a alterações no material genético da bactéria, aumentando a sua resistência.

O grande problema é que a multiplicação de superbactérias pode ser fatal em ambientes hospitalares e entre pacientes gravemente enfermos2, mas não para por aí. A resistência bacteriana também pode ser encontrada em infecções de alta prevalência, como as urinárias e respiratórias4 que, sem o devido tratamento, podem trazer consequências graves para a saúde.

Antibióticos e testes rápidos point of care

O caminho para frear o crescimento da resistência microbiana envolve múltiplas frentes de ação, desde a conduta do paciente até o médico responsável pelo diagnóstico. O paciente, por exemplo, deve tomar os seguintes cuidados, de acordo com o Instituto Oswaldo Cruz:

  • Não comprar ou tomar antibióticos sem receita médica
  • Não tomar antibióticos utilizados por amigos ou membros da família
  • Não insistir que o médico receite um antibiótico quando este não for necessário
  • Respeitar dose e horário indicado na receita médica
  • Não interromper o tratamento antes do tempo determinado pelo médico
  • Em caso de nova infecção, não reaproveitar o antibiótico que sobrou.

Outro ponto muito importante para o uso racional de antibióticos diz respeito ao diagnóstico do médico. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que de 50 a 70% das consultas médicas geram prescrições medicamentosas; destas, 75% das prescrições de antibióticos são errôneas5.

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Uma forma de garantir maior assertividade aos diagnósticos, com rapidez e segurança, é por meio dos testes rápidos point of care. Eles são exames simples e eficazes com resultados em até 20 minutos, sem que as amostras precisem deixar o local de atendimento. Dessa forma, o médico consegue fazer o diagnóstico de forma rápida e precisa, orientando o melhor tratamento para o paciente.

Essa precisão é muito importante para o diagnóstico e tratamento de algumas doenças respiratórias, como é o caso da Influenza A e B, Vírus Respiratório Sincicial (RSV) e Faringite Estreptocócica (Strep A). No caso da Influenza, por exemplo, é fundamental que o paciente receba um antiviral específico, no momento certo, para o seu tratamento, e não um antibiótico.

Já em relação à faringite estreptocócica, o diagnóstico exato do agente infeccioso ajuda no tratamento precoce da doença. Isso é importante porque a faringite pode causar sequelas graves em crianças, como é o caso da febre reumática6.

Mas será que os resultados dos testes point-of-care são confiáveis? Além de serem regulamentados pela ANVISA, vale lembrar que existem diferentes metodologias para a identificação dos agentes patogênicos. Uma delas é a tecnologia molecular, que apresenta resultados com precisão laboratorial com mais rapidez e confiabilidade.

O ID NOW?, da Abbot, é um sistema molecular rápido e inovador com tecnologia exclusiva, a qual torna os testes significativamente mais rápidos do que qualquer outro método molecular e mais precisos do que os testes rápidos convencionais. Ele ajuda na detecção de Influenza, RSV e Strep A em até 13 minutos ou menos.

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Os testes point of care, portanto, podem estimular o uso racional de antibióticos, uma vez que oferecem resultados mais precisos e confiáveis para médicos e pacientes. Converse com o seu médico sobre o assunto e procure saber em que situações os testes rápidos point of care são recomendados.

Referências:

1 - Ministério da Saúde. Uso racional de antibióticos é fundamental. 2017. Acessado em: junho 2019. Disponível em: http://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/41879-uso-racional-de-antibioticos-e-fundamental

2 - Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Uso indiscriminado de antimicrobianos e resistência microbiana. 2010. Acessado em: junho 2019. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_docman&view=download&alias=1348-uso-indiscriminado-antimicrobianos-e-resistencia-microbiana-boletim-n-03-8&category_slug=uso-racional-medicamentos-685&Itemid=965

3 - Bruna Werner Dandolini; Lilian de Bem Batista; Lúcia Helena Fernandes de Souza; Dayani Galato; Anna Paula Piovezan. Uso racional de antibióticos: uma experiência para educação em saúde com escolares. 2012. Acessado em: junho 2019. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csc/2012.v17n5/1323-1331/

4 - Instituto Oswaldo Cruz. Resistência bacteriana aos antibióticos: o que você deve saber e como prevenir. 2018. Acessado em: junho 2019. Disponível em: http://www.fiocruz.br/ioc/media/resistencia_bacteriana_antibioticos_ioc_fiocruz.pdf

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5 - Aquino, Daniela Silva de. Por que o uso racional de medicamentos deve ser uma prioridade? 2008. Acessado em: junho 2019. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csc/2008.v13suppl0/733-736/

6 - Abbott. Faringite por Strep A. Acessado em: junho 2019. Disponível em: https://www.alere.com/pt/home/area-of-interest/respiratory/strep-a-pharyngitis.html

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