Saiba quais são as causas de febre mais comuns em bebês

Geralmente, aumento da temperatura corporal está relacionado a quadros infecciosos

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 26/08/2019

A febre no bebê costuma ser motivo de preocupação e ansiedade para os pais. O sintoma, inclusive, é um dos principais motivos de consulta pediátrica1. Porém, ao contrário do que o senso comum prega, a febre, em si, não é uma doença; trata-se, na verdade, de um alerta do organismo2, indicando que algo não vai bem.

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Em primeiro lugar, é importante entender o que é a febre e como ela se manifesta. A febre é a elevação controlada da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo2. Definir que temperatura indica febre nem sempre é fácil, já que ela pode variar de acordo com alguns fatores conhecidos2, tais como:

  • Idade
  • Variação circadiana
  • Atividade física intensa
  • Local de medição.

De modo geral, os serviços de emergência médica consideram febre se a temperatura medida for igual ou maior que 37,8ºC3. Apesar de assustar, é importante reforçar que a quase totalidade das crianças febris apresentam uma doença infecciosa viral de evolução benigna1.

Além disso, o aumento da temperatura corporal estimula alguns mecanismos celulares4 e faz com que o sistema imunológico combata os agentes infecciosos. Ou seja: em princípio, a febre é um sinal positivo de que o corpo está "lutando" contra os agentes invasores.

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Só é importante ficar atento a alguns sinais de alerta que podem acompanhar a febre em casos mais graves2, tais como: tremores de frio, abatimento acentuado, forte indisposição, choro inconsolável, gemência e irritabilidade que não melhoram após o efeito da dose de antitérmico2. Nesses casos, é fundamental buscar ajuda médica.

Doenças que podem causar febre no bebê

Entender o que está causando a febre moderada ou alta no seu bebê pode ser uma tarefa complicada. A febre, na maioria dos casos, é uma resposta a uma doença infecciosa1 - que pode ser viral ou bacteriana, por exemplo.

As infecções das vias aéreas superiores (IVAS), por exemplo, são um dos problemas mais comuns encontrados em consultórios de atendimento pediátrico5. Essas infecções também são a causa mais comum de crianças atendidas por infecção respiratória aguda - muitas apresentando a febre como sintoma inicial5.

Veja abaixo outras causas comuns de febre em bebês:

  • Gripes6
  • Resfriados6
  • Infecções de ouvido6
  • Pneumonia6
  • Sinusite5
  • Rinofaringite aguda5
  • Bronquiolite7
  • Crupe viral5 (também chamada laringotraqueobronquite)
  • Doença mão-pé-boca8.
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A febre também pode ser um sinal de infecções gastrointestinais, sanguíneas, do trato urinário ou uma inflamação do cérebro e medula espinhal, no caso da meningite6. Apesar de ser um sintoma comum e benigno, a febre pode causar bastante desconforto nos pequenos.

Febre: quando dar antitérmico?

Alguns pais acreditam que deixar a criança com febre, sem nenhum medicamento, auxilia o diagnóstico. Na verdade, especialistas afirmam que oferecer um antitérmico num pico febril não produz alterações significativas2 e pode diminuir o desconforto sentido pelos pequenos.

Isso porque um novo exame da criança após receber um antitérmico pode indicar se o problema é realmente grave, caso ela permaneça abatida2, ou se é benigno, de acordo com uma notável melhora na disposição1 da criança.

Mas qual antitérmico é mais seguro para a criança? Estudos afirmam que a dipirona é um excelente antitérmico e não apresenta ação antiinflamatória9, ou seja, é um fármaco seguro para atenuar o estado febril em crianças. Ainda assim, o ideal é conversar com o seu pediatra antes de ministrar qualquer medicamento aos filhos e evitar a alternância3 de antitérmicos.

Referências:

1 - Pinto LAM. Febre no lactente. - Revista de Pediatria SOPERJ. 2012;13(2):61-67. Disponível em: http://revistadepediatriasoperj.org.br/detalhe_artigo.asp?id=620. Acesso em julho de 2019.

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2 - Murahovschi, Jayme. A criança com febre no consultório. J Pediatr (Rio J) 2003;79(Supl1):S55-64. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572003000700007. Acesso em: julho de 2019.

3 - SILVA, Michele de Freitas Neves et al . Assessment and risk classification protocol for patients in emergency units. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto , v. 22, n. 2, p. 218-225, Apr. 2014 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692014000200218&lng=en&nrm=iso.

4 - C. V. Harper, D. J. Woodcock, C. Lam, M. Garcia-Albornoz, A. Adamson, L. Ashall, W. Rowe, P. Downton, L. Schmidt, S. West, D. G. Spiller, D. A. Rand, and M. R. H. White. Temperature regulates NF-?B dynamics and function through timing of A20 transcription. Disponível em: https://www.pnas.org/content/115/22/E5243. Acesso em julho de 2019.

5 - Paulo M.C. Pitrez, José L.B. Pitrez. Infecções agudas das vias aéreas superiores - diagnóstico e tratamento ambulatorial. J Pediatr (Rio J) 2003;79 Supl 1:S77-S86. Disponível em: http://www.jped.com.br/conteudo/03-79-S77/port.asp. Acesso em julho de 2019.

6 - Healthy Children. Fever and your baby. Disponível em: https://www.healthychildren.org/English/health-issues/conditions/fever/Pages/Fever-and-Your-Baby.aspx. Acesso em julho de 2019.

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7 - Sociedade Brasileira de Pediatria. Bronquiolite aguda. Disponível em: https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/doencas/bronquiolite-aguda/. Acesso em julho de 2019.

8 - Center for Disease Control and Prevention. Hand, Foot and Mouth Disease. Disponível em: https://www.cdc.gov/hand-foot-mouth/about/signs-symptoms.html. Acesso em julho de 2019.

9 - Bricks, Lucia Ferro. Uso judicioso de medicamentos em crianças. J Pediatr (Rio J) 2003;79(Supl.1):S107-S114. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/jped/v79s1/v79s1a12.pdf

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