Medicina personalizada quebra paradigmas no enfrentamento do câncer

Em 6ª edição, o Congresso Todos Juntos Contra o Câncer discutiu novas abordagens para a luta contra a doença

POR INFORME PUBLICITÁRIO - PUBLICADO EM 17/09/2019

*Patrocínio: Roche

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A Organização Mundial da Saúde estima um aumento de 78% nos casos de câncer até 2040 no Brasil. Além do envelhecimento da população, que faz crescer o número de pessoas com a doença, já foi constatada a tendência de aumento progressivo também entre os mais jovens, na faixa de 20 a 49 anos.

Diante de dados tão alarmantes, surge a questão: como enfrentar o câncer e oferecer mais qualidade de vida àqueles que receberam o diagnóstico? Essa foi uma das discussões promovidas pelo 6º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), realizado em São Paulo, de 3 a 5 de setembro.

"Reunimos as principais lideranças do Brasil, de gestores públicos e privados a pacientes, médicos, ONGs, hospitais, indústria, academia e formadores de opinião para dar visibilidade aos desafios, reflexões e soluções de forma colaborativa. O desafio é transformar essa realidade em todo o Brasil", conta Merula Steagall, presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), organizadora do Congresso.

A medicina personalizada, que já é uma realidade no dia a dia do paciente com câncer, foi também tema de um simpósio no TJCC. Com o título "Cada paciente é único: a relevância da medicina personalizada", o debate liderado pela Foundation Medicine, da Roche, reuniu a atriz e apresentadora Ana Furtado, que passou por um tratamento de câncer de mama neste ano; Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida; e o oncologista Marcos André Costa, chefe de Pesquisa Clínica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia de Precisão (GBOP).

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6º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer - Foto: Divulgação
Ana Furtado - 6º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer

Para Marcos André Costa, as informações geradas pela análise genômica do tumor representam um passo importante para a personalização dos tratamentos. "A partir de agora, não importará mais tanto em que órgão o câncer começou, mas, sim, as mutações que ele carrega, as quais costumam se alterar ao longo do tempo e em resposta às primeiras terapias inclusive. Essas alterações genômicas do câncer é que são os "drivers", ou seja, os fatores que norteiam o tratamento assertivo", diz o especialista.

Nesse sentido, Marlene acredita que o empoderamento do paciente é fundamental para todas as decisões ao longo do tratamento, independentemente do tipo. "Conhecer o que a medicina pode oferecer de informações sobre o seu caso e compartilhar com a equipe médica quem é você, o que você quer e o que você não quer levam a pessoa, os familiares e a equipe médica a decisões mais apropriadas no contexto de vida de cada um", diz ela.

Câncer: desafio global, soluções locais

Tema do painel da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) durante o 6º TJCC, representantes de setor público, associação de pacientes e médicos apresentaram o progresso do City Cancer Challenge (C/Can), iniciativa lançada pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC), em Porto Alegre. Primeira a ser escolhida pela organização no Brasil, a cidade apresenta números que chamam bastante a atenção: é a capital com maior mortalidade pela doença e o estado, o Rio Grande do Sul, com maior número de casos do País.

Com base nesses dados, os palestrantes discutiram como este tipo de iniciativa, que tem como diferencial o envolvimento dos principais tomadores de decisão na área da saúde e da oncologia, pode ajudar a propor soluções locais e atingíveis para o dia a dia de pacientes com câncer.

6º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer - Foto: Divulgação
CCan - 6º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer

Para Stephanie Shahini, gerente do C/Can em Porto Alegre, é fundamental que os líderes de todos os segmentos da saúde e também da sociedade se mobilizem e trabalhem unidos e coordenados, de forma mais sustentável e eficaz.

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"É uma grande coalizão voltada para simplificar processos, evoluir na comunicação e, acima de tudo, entregar o diagnóstico e o tratamento de que os pacientes precisam; isso é o que faz diferença na vida das pessoas", ressalta Tatiana Breyer, líder do C/Can na Secretaria Municipal de Saúde.

Mais uma vez, a informação de qualidade conta, e muito. "Estamos buscando melhorar nossos registros de base hospitalar e de base populacional sobre o câncer. Com dados mais próximos à realidade, poderemos planejar melhor as políticas públicas e privadas de enfrentamento da doença", explica Rafael Vargas, oncologista da Santa Casa de Porto Alegre.

"Com os gargalos e a falta de compartilhamento de dados nos diferentes serviços de saúde onde o paciente é atendido vem o desperdício de tempo e de recursos humanos e materiais. O cenário que estamos construindo juntos é o oposto disso", afirma Marcelo Capra, coordenador do Serviço de Hematologia e Oncologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Maira Caleffi, presidente da Femama, reforça que Porto Alegre é um case do City Cancer Challenge. "Já estamos sendo procurados, inclusive por outras cidades que fazem parte da iniciativa, para mostrar nossos achados e os caminhos que estamos percorrendo. Sairemos disso para um projeto muito mais ?Brasil? depois dos primeiros resultados", diz.

O painel contou também com a presença de Erno Harzheim, ex-Secretário da Saúde de Porto Alegre e atual Secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde e, por vídeo, uma mensagem do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior, e da primeira-dama, Tainá Vidal.

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Pesquisa clínica: porta de acesso e de desenvolvimento

O 6º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer também abordou a importância da pesquisa clínica em oncologia, no simpósio do Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG). O intuito foi esclarecer como ocorrem os ensaios clínicos em vários continentes e especificamente no Brasil.

6º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer - Foto: Divulgação
Lacog - 6º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer

"A pesquisa clínica oferece para pacientes a oportunidade de receber tratamentos muito promissores. Também propicia ao país o desenvolvimento de inovação com impacto econômico muito significativo", diz Gustavo Werutsky, oncologista do Hospital São Lucas/PUCRS e chair do LACOG.

Segundo o especialista, é importante desmistificar a ideia de que não existem candidatos dispostos a participar de estudos clínicos - os pacientes têm interesse e disponibilidade, mas muitas vezes não sabem quais estudos estão abertos e como participar deles, já que a comunicação nem sempre é efetiva. "Às vezes, existe um estudo aberto na mesma cidade ou muito próximo; daí, a relevância de médicos e pacientes buscarem essas oportunidades", completa o médico.

Werutsky salienta, ainda, que o Brasil precisa de um marco regulatório para a pesquisa clínica, capaz de eliminar barreiras burocráticas e de criar um ambiente de regras que seja rápido, igualmente seguro e que estimule o desenvolvimento de pesquisas científicas no país, cujo potencial é de levar à cura ou ao controle de algumas doenças, como no caso do câncer.

BR/NACC/0819/0138 - Setembro/2019

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