7 maneiras de se prevenir da impinge no verão

Saiba como prevenir e tratar a micose de pele durante a estação mais quente do ano

POR TATIANE GONSALES - PUBLICADO EM 11/11/2019

Impinge (ou impingem) é o nome popular para micose de pele, também conhecida como dermatofitose ou tinea corporis (tinha corporal). Bastante confundida com alergias, a doença forma lesões geralmente avermelhadas na pele, que se assemelham ao formato de anéis e podem apresentar coceira.

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O que causa impinge?

A impinge é causada por fungos que, na maioria dos casos, se alimentam de queratina para sobreviver e se reproduzir. A queratina é um componente presente na camada superficial da pele, nos cabelos e nas unhas.

Às vezes, esses fungos se alimentam e se reproduzem sem causar infecções na pele. No entanto, quando o sistema imunológico da pessoa não é capaz de combater a ação dos fungos e evitar infecções, ocorre a impinge (ou micose de pele).

Como tratar impinge

O tratamento da impinge dependerá de cada caso, bem como do histórico de doenças do paciente e da condição das lesões apresentadas, conforme explica Carla Bortoloto, médica especializada em dermatologia clínica e cirúrgica.

Remédio para impinge

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Dentre os tratamentos mais comuns para micose de pele, o mais recomendado é o uso de medicamentos antifúngicos que evitam com que os agentes causadores da doença se espalhem ainda mais.

Os principais antifúngicos disponíveis são:

Por vezes, os médicos podem receitar também corticosteroides (corticoides) para aliviar a inflamação e as coceiras, a depender do caso clínico analisado.

Lembre-se de NUNCA se automedicar e sempre seguir à risca as orientações médicas, respeitando a dosagem indicada. Tomar medicamentos por conta própria pode causar efeitos colaterais irreversíveis e até mesmo levar à morte.

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Impinge (micose de pele) é mais comum durante dias quentes - Foto: Shutterstock
Impinge (micose de pele) é mais comum durante dias quentes

Pomada para impingem: funciona mesmo?

Além das medicações via oral, é possível que médicos receitem pomadas para impingem (impinge) a fim de amenizar as lesões na pele.

Segundo a dermatologista Tatiana Gabbi, a aplicação de pomadas é indicada em alguns casos. Em outros, o tratamento precisa ser feito com o auxílio do medicamento oral, isolado ou em uso combinado com cremes, loções ou pomadas.

Curar impinge com vinagre ou limão é possível?

Não. Nenhum remédio caseiro para impinge é recomendado por especialistas. Em 2018, uma mulher sofreu uma queimadura grave após usar alho na tentativa de curar uma impinge no pé.

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Membro da American Academy of Dermatology (Academia Americana de Dermatologia), a médica Adriana de Cerqueira Leite diz que a automedicação pode levar à hepatite, complicações graves, extensão da lesão, internação e outras infecções por bactérias.

A orientação vale tanto para medicamentos farmacêuticos sem prescrição médica quanto para tratamentos considerados naturais.

Como se prevenir da impinge

O verão é a época mais quente e úmida do ano, fornecendo condições perfeitas para a proliferação de fungos na pele. Mas isso não impede que a impinge também apareça no resto do ano. Portanto, confira algumas dicas de dermatologistas para se prevenir da doença.

1. Use antitranspirantes

O suor excessivo é um grande aliado dos fungos. Por isso, o melhor a se fazer é controlar a sudorese, que tende a ser mais recorrente em dias quentes.

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Desta forma, procure sempre usar antitranspirantes. Uma toalha de rosto e papel toalha para as mãos também pode ser útil para secar bem as axilas e outras partes do corpo.

2. Evite ambientes quentes e úmidos

Você trabalha em um local bastante quente e úmido? Pois saiba que, nesses casos, seu escritório pode colocar sua saúde em risco, sendo um grande facilitador das micoses.

Abra as janelas para que o ambiente fique mais arejado e menos abafado. Caso as paredes estejam úmidas, verifique com sua equipe se há vazamentos ou infiltrações e veja como impedir bolores.

3. Não ande descalço em locais úmidos

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Tem gente que adora andar descalço no calor, não é mesmo? Porém, caminhar sem calçados em locais úmidos pode facilitar o surgimento de impinge. A recomendação é evitar ao máximo ficar descalço em ginásios, vestiários, boxes de banheiros e áreas de piscinas.

4. Seque bem o corpo

Após o banho, seja de chuveiro, mar ou piscina, seque bem seu corpo. De preferência, com uma toalha macia e limpa.

Não esqueça das "dobrinhas", como atrás dos joelhos, axilas, entre os dedos dos pés, cotovelos. Essas partes, muitas vezes, não estão bem secas e se tornam ideais para fungos que causam micose.

5. Não fique com roupas molhadas

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Pegou aquela chuva? Ou saiu da piscina e decidiu tomar sol? Troque suas roupas molhadas imediatamente. Permanecer com peças úmidas aumenta o risco de contrair impinge.

Se possível, tenha sempre consigo uma troca de roupa extra. No caso de praias e piscinas, leve na bolsa outra roupa de banho seca.

6. Troque meias e sapatos

Se você costuma usar a mesma meia por dias seguidos, saiba que essa prática propicia o aparecimento de micoses de pele.

A dica é trocar meias e sapatos com frequência para evitar a impinge, especialmente se eles molharem (de água ou suor). Quando possível, deixe seus calçados em locais arejados para que não criem bolor.

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7. Atente-se ao contato com produtos químicos

Se você trabalha diretamente com água e produtos químicos (como lavadores de carros e empregadas domésticas), lembre-se de sempre lavar bem as partes do corpo que tiveram contato com as substâncias e, principalmente, de secá-las bem.

Com essas dicas é possível aproveitar não só o verão, mas o ano todo - com saúde e sem micoses de pele.

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Referências:

Adriana de Cerqueira Leite, especialista em dermatologia, membro da American Academy of Dermatology (AAD), da International Society of Dermatologic Surgery (ISDS), da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)

Carla Bortoloto, médica especializada em dermatologia clínica e cirúrgica, tricologista, professora da Pós-Graduação em Dermatologia das Faculdades BWS, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico Cirúrgica (SBDCC) e da American Academy of Dermatology (AAD)

Tatiana Gabbi, médica especializada em dermatologia, membro do Hospital das Clínicas da FMUSP, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, coordenadora do Departamento de Unhas e Cabelos da Sociedade Brasileira de Dermatologia

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