Máscara caseira contra coronavírus funciona? Veja cuidados

Especialistas explicam se máscaras feitas em casa são eficazes na prevenção do novo coronavírus

POR PAULA SANTOS - PUBLICADO EM 27/03/2020

A alta propagação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) segue levantando questões sobre quais são os melhores meios de prevenção contra a doença. Até o momento, é entendido que a contaminação pelo vírus ocorre, principalmente, por gotículas respiratórias expelidas pela boca e nariz.

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Por esse motivo, muitas pessoas se perguntam se o uso de máscaras cirúrgicas pode ser um meio efetivo de se proteger contra a COVID-19. Porém, especialistas alegam que é preciso ter cuidados ao utilizar esse equipamento - especialmente se ele for produzido em casa, de forma caseira. Entenda:

Tipos de máscara

No geral, as máscaras mais utilizadas atualmente possuem funcionalidades diferentes, o que pode aumentar o risco de infecção quando elas não são usadas corretamente. Os tipos mais comuns são:

  • Máscara cirúrgica: De acordo com o médico infectologista Matheus Todt, esse tipo de máscara é feito com um material semelhante a um tecido fino, sendo capaz de impedir que secreções respiratórias sejam dispersadas no ambiente por quem está usando.
  • Máscara N95: Também chamada de "bico de pato", Matheus explica que essa máscara possui um material um pouco mais grosso e pode proteger o usuário de micro-organismos que estejam em suspensão no ar, como o bacilo da tuberculose (mycobacterium tuberculosis)
  • Máscara PFF2: O enfermeiro infectologista Milton Monteiro Junior conta que, assim como a N95, esse tipo de máscara possui carvão ativado em sua composição e maior entrelaçamento das fibras, impedindo que vírus entrem em contato com a mucosa nasal.

Máscaras caseiras funcionam?

Diante do pânico em torno da pandemia do novo coronavírus, iniciou-se uma grande procura da população por máscaras, na esperança de reforçar a proteção contra a doença COVID-19. Consequentemente, o produto começou a faltar no mercado, levando muita gente a improvisar em casa.

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Em conteúdos que se tornaram virais nas redes sociais, surgiram diversas opções de máscaras caseiras feitas com tecido de algodão, papel descartável, lenços umedecidos e até sacolas plásticas. Tudo para driblar a escassez do produto, considerando que algumas pessoas estão estocando-as por acharem que são uma forma de prevenção eficaz.

Entretanto, especialistas da área da saúde são unânimes em dizer que qualquer equipamento de proteção caseiro pode oferecer riscos a quem os utiliza. Isso porque esses produtos não passam pelos controles de qualidade e padrões vigentes da Anvisa, e não possuem eficácia comprovada - portanto, não são 100% seguros.

Caso alguém esteja com suspeita de infecção pelo novo coronavírus, é recomendado que ela mantenha distância de, pelo menos, um metro de outras pessoas. Os especialistas alegam que, teoricamente, máscaras de tecido podem prevenir que pessoas infectadas pela COVID-19 emitam gotículas respiratórias nas superfícies, porém, seu uso ainda pode trazer grandes riscos de contaminação.

Além disso, nenhuma máscara (seja industrial ou caseira) deve ser reaproveitada. É muito importante que, depois de utilizado, o equipamento seja devidamente retirado do rosto e descartado em lixeira com tampa. Assim, os micro-organismos retidos no material não conseguem entrar em contato com as mãos ou rosto de quem usa.

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Quem deve usar máscara?

Durante o combate ao novo coronavírus, máscaras como a N95 e PFF2 são utilizadas por profissionais na área da saúde para atender pacientes doentes ou com suspeita de contaminação pela COVID-19. Já pacientes infectados ou com suspeita devem utilizar a máscara cirúrgica simples, a fim de impedir que gotículas respiratórias sejam expelidas.

O infectologista Matheus Todt conta que a máscara cirúrgica não deve ser utilizada de forma indiscriminada, principalmente por aqueles que não estão doentes. O principal meio de contágio do novo coronavírus ocorre pelas mãos e superfícies contaminadas, logo, a máscara não é capaz de proteger uma pessoa saudável de se infectar.

"A máscara cirúrgica estimula o usuário a tocar o rosto, no intuito de ajustar a máscara, o que termina contaminando a pessoa", explica o médico.

Como se prevenir do coronavírus

Os ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública divulgaram algumas medidas emergenciais que devem ser tomadas pelos cidadãos brasileiros, a fim de diminuir o casos de infecção pelo novo coronavírus.

Além da quarentena e do isolamento, algumas ações previstas em lei são a restrição de entrada e saída do país por rodovias, portos e aeroportos, e a realização de exames médicos e laboratoriais, vacinação e tratamentos específicos.

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A higienização correta das mãos também é uma das principais formas de prevenção contra o novo coronavírus - o que inclui a lavagem frequente com água e sabão, por pelo menos 20 segundos, e o uso de álcool em gel.

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