Estudo indica que meses mais frios aumentam o risco de ataques cardíacos

O risco de morrer dentro de 30 dias depois de um ataque cardíaco grave foi quase 50% maior nos seis meses mais frios

POR REDAÇÃO - ATUALIZADO EM 07/06/2018

O frio, apesar de ser muito bom pra muitas pessoas, também tem os seus lados negativos. Segundo um novo estudo realizado por médicos cardiologistas do hospital britânico Leeds General Infirmary, os ataques cardíacos são mais fatais no inverno. A pesquisa foi divulgado na terça-feira (05/06) na Conferência da Sociedade Cardiovascular Britânica em Manchester, Inglaterra.

PUBLICIDADE

Os pesquisadores compararam dados de 4.056 pessoas que receberam tratamento para um ataque cardíaco em quatro anos separados, e descobriram que os ataques cardíacos mais graves foram mais fatais nos seis meses mais frios, em comparação com os mais quentes.

Os resultados mostraram que o número total de ataques cardíacos foi aproximadamente o mesmo na metade mais fria do ano, em comparação com os meses mais quentes, com os mais sérios ataques cardíacos levando à parada cardíaca e choque cardiogênico.

Contudo, o risco de morrer dentro de 30 dias depois de um ataque cardíaco grave foi quase 50% maior nos seis meses mais frios, em comparação com os seis meses mais quentes.

De acordo com o Dr. Arvin Krishnamurthy, que liderou a pesquisa em Leeds, não há razão física para que um ataque cardíaco, mesmo o mais grave, seja mais mortal no inverno do que no verão, então é preciso fazer novas pesquisas para descobrir quais são as causas desse aumento e como evitá-lo.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DESSA PUBLICIDADE ;)

"Você obviamente não pode escolher quando terá um ataque cardíaco, mas não deve ter um impacto tão grande nas suas chances de sobreviver. É vital que façamos mais pesquisas para descobrir por que existem essas diferenças, além de continuarmos fazendo tudo o que pudermos para impedir que as pessoas tenham ataques cardíacos", revelou Metin Avkiran, médico na Fundação Britânica para o Coração.

Outro estudo realizado por um grupo de pesquisadores da London School of Hygiene and Tropical Medicine encontrou uma relação entre a temperatura do ambiente e o risco de ataque do coração. Eles descobriram que uma queda brusca na temperatura aumenta as chances de uma pessoa ter um infarto. Segundo eles, a relação é tão estreita que a cada grau a menos em um único dia, há um aumento de 200 casos de infarto no Reino Unido.

Os pesquisadores analisaram dados de 84 mil casos de infartos em hospitais entre 2003 e 2006 no Reino Unido, fazendo um levantamento de 15 áreas geográficas com temperaturas diferentes e que sofreram alterações climáticas. Eles descobriram que os casos de infarto aumentaram em 2% duas semanas depois de uma forte frente fria que atingiu a maioria das 15 zonas pesquisadas.

Para o resultado ser mais claro, ele foi adaptado para não levar em conta poluição, estresse, diabetes e outros fatores que aumentam as chances de um indivíduo desenvolver doenças cardiovasculares. As pessoas entre 75 e 84 anos e aquelas que têm doença na coronária parecem ser mais vulneráveis às reduções de temperatura, enquanto pessoas que estão tomando medicamento à base de ácido acetilsalicílico, como a aspirina, há um longo tempo estão mais protegidas.

De acordo com o estudo, isso talvez aconteça porque em dias frios a distribuição de elementos sanguíneos mais densos, como as plaquetas, fica desigual. Isso pode causar uma reação de agregação e consequente inflamação dos vasos sanguíneos. Por isso, medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, que diminuem a densidade do sangue, podem proteger o indivíduo desse efeito de agregação.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DESSA PUBLICIDADE ;)
Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.