Controle o hormônio do estresse e evite doenças do coração

Estudo relaciona cortisol a mortes causadas por infarto, pressão alta e derrame

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 09/09/2010

Altos níveis de cortisol, hormônio liberado durante situações de estresse, podem causar mortes em pessoas que já tenham doenças cardiovasculares, diz um novo estudo feito pela VU University, na Holanda e publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

No estudo, os pesquisadores observaram o comportamento de 861 pessoas com mais de 65 anos que tinham histórico de problemas cardíacos como pressão alta, derrames e infartos. Durante o período de três anos, 183 dos pacientes que estavam sendo acompanhados morreram e a causa da morte de cada um foi investigada. Na maioria dos pacientes que faleceram, a quantidade de cortisol circulante no organismo era maior do que a esperada. Esse aumento está relacionado a complicações cardiovasculares, como síndrome metabólica e aterosclerose acelerada.

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De acordo com os números levantados no estudo, para as pessoas que não sofrem com doenças cardiovasculares, os problemas causados pelo cortisol são quase imperceptíveis, mas para pessoas que tem histórico de doenças do coração, o aumento nos níveis desse hormônio eleva o risco de morte em cinco vezes.

Os grandes causadores do aumento dos níveis de cortisol são os fatores estressantes como, trânsito, brigas entre os cônjuges, tarefas no trabalho e problemas familiares. Por isso, os pesquisadores aconselham quem sofre com problemas cardíacos a fugir de fatores estressores e controlar o estresse. Alguns alimentos como chocolate amargo, frutas ricas em vitamina C e chá preto são ótimas armas contra o estresse.

Além disso, alguns hábitos como dormir em lugares escuros, silenciosos e arejados, fazer exercícios e caminhar por lugares verdes também ajudam no controle do estresse e são um bom meio de deixar os níveis de cortisol baixos.

Estresse

A produção de outros hormônios também é afetada pelo estresse. Segundo uma pesquisa feita na Suécia e publicada pela revista científica Diabetic Medicine, homens que passam por altos níveis de estresse podem dobrar os riscos de desenvolver diabetes tipo 2, aquele em que o organismo é capaz de produzir insulina, mas tem dificuldade de processá-la.

Os pesquisadores avaliaram 2.127 homens durante dez anos. No início da pesquisa, os participantes apresentavam níveis normais de glicose. Os exames ainda avaliaram sintomas de estresse, como fadiga, ansiedade, depressão, insônia e apatia. Passados dez anos, os homens passaram pelos mesmos exames, a fim de verificar as taxas de glicose e os níveis de estresse.

Ao final do estudo, 103 participantes foram diagnosticados como diabéticos. Os homens que sofriam com mais estresse apresentavam um risco 2,2 vezes maior de desenvolver diabetes tipo 2, quando comparados aos homens com baixo nível de estresse. A relação se manteve assim mesmo quando observados outros fatores, como idade, massa corporal e histórico familiar de diabetes.

De acordo com os estudiosos, a relação entre os dois males pode ser resultado dos efeitos do estresse na capacidade cerebral em regular os hormônios. Outra hipótese está relacionada à influência negativa que a depressão exerce na dieta e no nível de atividade física das pessoas.

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