30 de abril é o "Dia D" de vacinação contra gripe em SP

7,5 mil postos de vacinação estarão abertos em todo o Estado

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 29/04/2011

Neste sábado, 30 de abril, a partir das oito horas da manhã, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizará o "Dia D" contra a gripe. Haverá 7,5 mil postos de vacinação disponíveis no Estado, sendo 671 unidades na capital. As doses da campanha também irão imunizar os paulistas contra a gripe A H1N1, conhecida como "gripe suína", que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009.

Além das unidades fixas na cidade de São Paulo, postos volantes estarão abertos em supermercados, escolas, shoppings e outros locais. Na estação de metrô Clínicas, profissionais do hospital estadual Emílio Ribas darão plantão para imunizar, principalmente, idosos, gestantes e crianças entre seis meses e dois anos de idade.

O Dia D faz parte da campanha da Secretaria contra gripe, que teve início no dia 25 de abril e tem a meta de imunizar 5,5 milhões de paulistas. O número corresponde a 80% dos 6,8 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo da imunização no Estado: idosos, gestantes e crianças pequenas, além de indígenas e profissionais da área da saúde.

"A vacina contra a gripe é muito importante para proteger as pessoas, especialmente as mais suscetíveis a infecções de complicações respiratórias. Por isso, esperamos que os paulistas aproveitem o sábado para comparecer aos postos de saúde", afirma o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri.

Clique aqui para conferir os postos de vacinação móveis na capital.

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Vacina protege durante um ano

A vacina que é efetiva durante um ano pode não controlar a atuação do vírus no ano seguinte. "Isso acontece por causa de suas constantes mutações. O Influenza não é como o vírus do sarampo, por exemplo, que você pega a doença ou se protege apenas uma vez na vida", esclarece Marco Aurélio Sáfadi, infectologista e professor da Santa Casa de São Paulo.

O especialista destaca ainda que o sucesso da vacina gira em torno de 40 a 70%. Ele reforça que para que as estimativas de eficácia cheguem mais perto dos 70%, a vacina precisa ser tomada anualmente, acompanhando as mudanças do vírus. Mas, a porcentagem também depende da resposta protetora do organismo, que varia conforme a fase da vida. "Crianças e idosos não apresentam um sistema imune tão eficiente", constata.

Sobre a atuação da vacina, o infectologista explica que o sistema imunológico leva, em média, 15 dias para produzir os anticorpos contra o vírus Influenza. Quanto às contra-indicações, o médico tranqüiliza. "É uma vacina com excelentes margens de segurança, apresentando poucas reações. A restrição é feita a bebês com menos de seis meses e a pessoas com histórico de anafilaxia (reação alérgica grave)".

Outro engano comum sobre a vacinação contra gripe diz respeito a seus efeitos colaterais. Marco Aurélio garante que eles não existem. "As estações mais frias do ano são as mais indicadas para a vacinação. A época também é mais propícia ao contágio de outras infecções respiratórias, como o resfriado , conta. Portanto, se alguns sintomas aparecerem depois da vacinação, certamente não são causados por ela. A vacina é composta do vírus morto e não é capaz de desencadear a doença", completa o especialista.

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