Fumar maconha antes dos 15 anos reduz memória em até 30%

Droga também prejudica capacidade de controlar impulsos

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 28/06/2011

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo mostra que o uso de maconha antes dos 15 anos reduz a memória dos usuários em até 30%. O estudo foi apresentado no 7º Congresso Anual de Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado (RS).

De acordo com os estudiosos, até essa idade, o cérebro humano ainda está em desenvolvimento e o uso da maconha pode prejudicar a capacidade do cérebro de recuperar informações na memória. Os pesquisadores ainda contam que os danos são proporcionais à quantidade de droga usada, ou seja, quanto mais se fuma, maiores são os estragos.

Para o estudo, foram avaliadas 170 pessoas na faixa dos 30 anos, que fumavam 1,5 cigarro de maconha por dia durante 10 anos, em média. Após as análises, foi concluído que quem iniciou o uso antes dos 15 anos apresentou resultados inferiores em diversas áreas cerebrais, como a memória e a capacidade de controlar os impulsos.

Como reduzir os danos causados pelo álcool e pelas drogas
"Redução de danos" pode ser definida como o conjunto de estratégias e medidas que visam minimizar os danos à saúde que ocorrem em consequência de práticas de risco, como aqueles relacionados ao uso indevido de drogas e de álcool.

Na saúde pública, várias ações cotidianas são orientadas segundo esses princípios, assim como o uso do cinto de segurança em automóveis e o uso de protetor solar para prevenção de doenças da pele. Em relação ao uso de drogas, álcool ou o tão alardeado consumo de cigarros, não é diferente: é possível pensar em estratégias que, em vez de simplesmente proibir um determinado uso, ou mesmo negá-lo, possam se aproximar da realidade que cerca o consumo existente para, então, poder propor medidas que minimizem os problemas decorrentes dele.

Assim, aproximar-se do que ocorre nas baladas dos jovens de hoje, para saber onde intervir, pode ser mais eficiente do que simplesmente proibir. Como um exemplo do que pode ser feito, a Psicoterapeuta Valeria Lacks conta algumas estratégias eficazes contra os efeitos do uso indevido de álcool:

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1- Procurar frequentar bares e restaurantes que ofereçam maior segurança em relação ao consumo de bebidas alcoólicas, como lugares que ofereçam água às pessoas que consomem álcool, pois ela hidrata e atenua os efeitos da bebida.

2-Alimentar-se bem durante o consumo de álcool.

3- Não dirigir sob efeito etílico e não pegar carona com quem bebeu. A melhor estratégia para evitar esses problemas é a chamada "amigo da vez". Uma pessoa fica sem beber durante a noite e se torna a responsável por dirigir o carro.

4- Beber em companhia de alguém ou de um grupo, e não sozinho.

Essas são algumas estratégias que podem ser ensinadas e difundidas pela sociedade e pelas famílias que se propuserem a olhar os problemas de frente e negociarem com seus filhos limites que trarão melhor qualidade de vida e saúde.

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