Ficar muito tempo sentado aumenta risco de embolia pulmonar

Vida sedentária é fator importante para o surgimento dessa doença em mulheres

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 05/07/2011

Estudo publicado no British Medical Journal descobriu que mulheres que permanecem sentadas por longos períodos durante o dia são duas a três vezes mais propensas a desenvolver coágulos de sangue nos pulmões, quando comparadas a mulheres mais ativas.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores do Massachusetts General Hospital, Estados Unidos, analisaram 69.950 enfermeiras por um período de 18 anos, de 1990 a 2008, que forneceram informações detalhadas sobre os seus hábitos de vida através do preenchimento de questionários.

Eles descobriram que o risco de embolia pulmonar é duas vezes maior em mulheres que gastam mais tempo sentadas (mais de 41 horas por semana fora do trabalho) em comparação com aquelas que passam menos tempo nesta posição (menos de 10 horas semanais fora do trabalho).

Os resultados conclusivos permaneceram após levar em consideração fatores como idade, índice de massa corporal e tabagismo, o que aumenta a evidência de que a falta de atividade física é uma das principais causas desta condição.

Este estudo é o primeiro a provar que uma vida sedentária aumenta o risco de desenvolver embolia pulmonar - uma causa comum de doenças cardiovasculares. Essa condição se desenvolve quando parte de um coágulo de sangue ou ele inteiro viaja pela corrente sanguínea das veias mais profundas da perna até os pulmões. Os sintomas incluem dificuldades em respirar, dor no peito e tosse.

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A importância do exercício físico para as mulheres

O exercício ajuda a manter a saúde dos ossos (reduzindo a osteoporose), dos músculos (que sofrem perda de sua massa devido ao sedentarismo e ao avanço da idade) e das articulações (que se mantém mais vascularizadas e menos suscetíveis a lesões por esforço repetitivo). Além disso, corretamente prescrito, pode aumentar o "colesterol bom" (HDL) e diminuir o "colesterol ruim" ( LDL) , diminuindo as chances do aparecimento de disfunções cardiovasculares .

Após a menopausa, o exercício ganha mais um importante papel, podendo aumentar o efeito da terapia de reposição de estrogênio (hormônio feminino cuja dosagem no organismo cai nesta fase), ajudando a evitar a perda de massa óssea e a manter a composição corporal em dia, já que a mulher no período pós-menopausa tende a engordar significativamente e o excesso de gordura está relacionado com uma incidência maior de câncer de mama.

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