Terapia do humor reduz agitação típica de demências

Método combate comportamento agressivo, gritos e divagações

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 22/09/2011

A chamada humorterapia é tão efetiva quanto o uso amplo de drogas antipsicóticas na tarefa de aliviar a agitação de pacientes com demência. Além disso, o seu uso evita os efeitos colaterais das medicações, segundo indica nova pesquisa divulgada no National Dementia Research Forum, e realizada pela University of New South Wales, ambos em Sidney, Austrália.

O estudo, batizado de SMILE (sorriso, em inglês), analisou 36 asilos e envolveu o recrutamento e treinamento de funcionários para atuarem como agentes do sorriso. Eles trabalharam com habilidades do humor, como piadas e improvisação. Essa terapia alternativa foi utilizada por 12 semanas com os pacientes das clínicas de idosos.

Ao final da análise, percebeu-se que houve 20% de redução da agitação por meio da humorterapia - uma melhora comparável aos efeitos da medicação. O comportamento agitado inclui agressões verbais e físicas, divagações, gritos e repetições de comportamentos e questionamentos.

É importante observar, ainda, que a agitação diminuiu não apenas nas 12 semanas que a terapia foi administrada, mas permaneceu nas 26 semanas seguintes. A sensação de felicidade e pensamentos positivos, no entanto, durou apenas nas semanas da humorterapia.

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Cafeína pode retardar demências

Outra notícia boa para combater problemas de demência: um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em Portugal constatou que a cafeína protege contra o declínio cognitivo observado em pacientes com demência e doença de Alzheimer.

Os pesquisadores perceberam que há uma ligação entre os efeitos positivos da cafeína no cérebro e sua composição molecular assim como com as adaptações neurofisiológicas que o organismo sofre quando ingerimos a substância.

Para os autores do estudo, o fato de a cafeína acelerar a atividade cerebral e ativar a memória contribui significativamente para a prevenção de doenças neurológicas como o Alzheimer. Eles acreditam que uma pequena dose de café, cerca de uma xícara por dia, ajudaria a manter o cérebro ativo e sem riscos de danos neurocerebrais.

Novos estudos ainda estão sendo testados, mas até agora o que se pode concluir é que a composição molecular da cafeína, que aumenta a produção de receptores de adenosina A2A e diminui a de amiloide-beta, interfere diretamente no cérebro ativando áreas responsáveis pela cognição e memória, amenizando doenças neurológicas.

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