Pílula anticoncepcional diminui risco de câncer de ovário

Pesquisadores apontam, porém, que as chances de câncer de mama são maiores

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 26/10/2011

Um estudo publicado no British Journal of Cancer revelou que mulheres que tomam pílula anticoncepcional têm menor chance de desenvolver câncer de ovário do que aquelas que não tomam. A análise foi liderada por pesquisadores do Northern Institute for Cancer Research, na University of Newcastle, no Reino Unido.

Mais de 300 mil mulheres, que participavam de um grande estudo europeu chamado European Prospective Investigation of Cancer (EPIC), foram estudadas nesse experimento. Todas tomavam pílulas combinadas, que contêm dois hormônios: estrogênio e progestogênio.

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Os resultados mostraram que a cada 100 mil mulheres que tomam a pílula por cerca de 10 anos, há menos 12 casos de câncer de ovário. Entretanto, descobriu-se também que, mantendo-se a proporção, houve novos 50 casos de câncer de mama.

Câncer de ovário é o quinto câncer mais comum em mulheres no Reino Unido, com mais de 6.500 casos diagnosticados por ano. Alguns dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença são idade, falhas em determinados genes, obesidade e tabagismo.

Segundo uma epidemologista do Cancer Research UK, da University of Oxford, o câncer de ovário é difícil de detectar. Assim, com essa descoberta, o uso da pílula ganha mais incentivo.

Escolha seu contraceptivo
O uso de contraceptivos é cada vez mais comum na sociedade moderna. Os casais, em busca de evitar a gravidez e praticar sexo seguro, acabam impulsionando a ciência e a indústria para o desenvolvimento de novos métodos que sejam eficazes e, ao mesmo tempo, confortáveis. A opção por um ou outro contraceptivo precisa ser feita de acordo com as características da mulher. Fique atenta às indicações e contraindicações de algumas opções:

1. Preservativos
A ginecologista da Unifesp, Carolina Ambrogini, recomenda que a camisinha seja opção de todas as mulheres, mesmo que elas já se utilizem de um outro método contraceptivo. Quando usado corretamente, o preservativo, além de prevenir a gravidez, também é eficaz na proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis.

2. Diafragma
O diafragma é um pequeno anel flexível recoberto por uma película de borracha ou silicone que é colocado pela mulher dentro da vagina. De acordo com a especialista, é um dos contraceptivos menos usados pelas brasileiras especialmente pela dificuldade na hora de colocá-lo. "O diafragma precisa ser inserido com espermicida pelo menos uma hora antes da relação sexual. Nem todas as mulheres conseguem controlar esse fator", explica Ambrogini. O diafragma também não pode ser usado por quem tem problemas no colo do útero ou é sensível ao látex. Quando usado corretamente, apresenta cerca de 94% de eficácia na prevenção da gravidez.

3. Dispositivo Intrauterino
O dispositivo intrauterino, mais conhecido como DIU, é uma estrutura de cobre inserida pelo médico no útero da mulher. Sua ação, conforme explica a especialista, interfere no transporte do óvulo, na migração dos espermatozoides e provoca uma irritação no endométrio, dificultando a fixação do óvulo. "O método é bastante indicado para as mulheres que não podem se utilizar de hormônios. Por outro lado, pode causar alguns efeitos colaterais, como aumento das cólicas e do sangramento menstrual", esclarece. O DIU é um método contraceptivo com eficácia em torno de 97% e pode permanecer no útero da mulher de 5 a 10 anos.

4. Pílulas
Hoje em dia as mulheres podem escolher dentre inúmeras pílulas anticoncepcionais que variam em componentes, quantidade de hormônio e combinação entre eles. As muitas opções, conforme esclarece a médica, permitem que a mulher possa testar para escolher a qual dos tipos ela se adapta melhor. "Hoje as pílulas provocam efeitos colaterais muito pequenos. Algumas mulheres, no entanto, relatam diminuição do desejo sexual e também ressecamento vaginal", afirma. Quanto ao receio de que a pílula pode provocar dificuldade de engravidar, não há motivo para preocupações. A especialista esclarece que esses anticoncepcionais não têm efeito acumulativo no organismo e, com a interrupção do uso, param de provocar efeitos.

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