Aneurisma cerebral está ligado ao fumo

Dois em cada três casos da doença têm relação com tabagismo

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 07/12/2011

Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo afirma que dois em cada três casos de aneurisma cerebral estão ligados ao tabagismo. A análise levou em conta 250 pacientes atendidos nos últimos dois anos por meio do serviço de neurocirurgia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo. Do grupo analisado, 62% fumavam regularmente quando apresentaram o problema.

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Essa relação acontece porque o tabaco provoca uma dilatação anormal nas paredes dos vasos sanguíneos cerebrais. De acordo com os autores do estudo, o cigarro destrói uma proteína presente na parede das artérias chamada elastina, o que torna as paredes mais frágeis.

Além de serem mais vulneráveis ao aneurisma, os fumantes tendem a desenvolver a forma mais agressiva da doença, gerando hemorragias. No estudo, 12% dos pacientes que tiveram uma hemorragia cerebral morreram antes de chegar ao hospital.

A pesquisa também apontou que 80% dos pacientes atendidos são mulheres. Já está sendo investigado por especialistas se existe relação entre a doença e as alterações hormonais próprias do organismo feminino. Sabe-se que mulheres têm vasos sanguíneos mais delicados e sinuosos do que os homens.

Vencendo o cigarro

Há alguns anos, foi realizado um estudo para avaliar a capacidade viciante das drogas mais comuns. Ao analisar os questionários a partir de padrões internacionais de Saúde Mental, os pesquisadores descobriram que 15% dos usuários regulares de cocaína poderiam ser considerados viciados na droga.

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Utilizando os mesmos critérios, 90% dos adultos e 87% dos jovens que fumam pelo menos uma vez ao dia também preencheram a classificação de vício. A conclusão da pesquisa? A nicotina vicia tanto quanto a cocaína. Ou até mais.

O clínico geral e especialista do Minha Vida Alessandro Loiola afirma que é possível parar de fumar com três dicas básicas:

Faça sua lista e pare de vez

É por causa da sua saúde? Quer reassumir o controle sobre sua vida? Ser um exemplo para seus conhecidos? Faça uma lista dos seus motivos e cole-a na porta da geladeira, consultando-a várias vezes ao dia. No dia seguinte, pare de fumar.

Não se engane com a conversa de que você começou a reduzir o número de cigarros, está parando pouco a pouco e que isto demonstra seu controle sobre o vício. Na verdade, isto demonstra, sim, o total controle do Vício sobre você, e provavelmente logo estará fumando a mesma quantidade de antes. Pare de uma vez só.

Aguente firme os primeiros 10 dias

Ao abandonar o cigarro, você poderá sentir irritabilidade, ansiedade, insônia, tremores, fadiga, dores de cabeça, tosse, sensação de garganta seca, constipação intestinal, azia, gastrite e coriza. Estas manifestações fazem parte dos sintomas de Abstinência causados pelo corte no fornecimento de nicotina.

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As primeiras 72h são as mais críticas: algumas pessoas chegam a experimentar uma crise de abstinência a cada 2-4 horas. Apesar de incômodas, as crises duram apenas de três a cinco minutos mais ou menos o tempo que você levaria para fumar um cigarro.

Cerca de quatro dias após o último cigarro, mais de 90% de toda a nicotina acumulada em seu corpo terá sido eliminada, e os sintomas da abstinência diminuirão bastante. Por volta do décimo dia, as crises de abstinência se tornarão quase imperceptíveis.

Para lidar com a abstinência, você deve manter uma alimentação regular, consumir bastante suco natural de frutas e procurar atividades que lhe distraiam, como jardinagem, ouvir uma música calma, arrumar seus CDs ou o guarda-roupa, sair para uma caminhada, tomar um chá de camomila, etc. Lembre-se sempre que, apensar de desconfortáveis, os sintomas da Abstinência são temporários, mas as lesões causadas pelo cigarro serão para sempre.

Mantenha a memória acesa

Aproximadamente 90 dias após parar de fumar, sua capacidade pulmonar terá aumentado 30%! Após 10 anos sem cigarro, o risco de você morrer por câncer nos pulmões é praticamente o mesmo da população em geral. Mas manter-se livre do cigarro é um compromisso de honra para toda a vida.

A memória é traiçoeira e você pode terminar esquecendo o que lhe levou a parar de fumar. Não deixe que isto aconteça. Consulte diariamente sua lista de motivos. Escreva uma nova quando a antiga estiver desbotando. Evite consumir qualquer forma de bebida alcoólica, pelo menos durante os primeiros 3-6 meses: a bebida irá reduzir sua capacidade de autocrítica, aumentando risco de um deslize.

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Muitas rotinas inocentes podem desencadear aquela vontade irresistível de fumar. Falar ao telefone, dirigir, tomar café, discutir, trocar um pneu furado... Os sintomas de abstinência podem se insinuar onde você menos espera. Resista sempre e concentre-se em avançar 60 minutos por hora, 24 horas por dia, um dia de cada vez. Bilhões de pessoas já passaram por isso e venceram. Você também consegue.

Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.