Homens de meia idade com hipertensão têm alto risco de arritmia

Níveis elevados de pressão arterial predispõem o aparecimento de fibrilação atrial

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 18/01/2012

A fibrilação atrial (FA) é um distúrbio em que batimentos cardíacos irregulares podem levar a acidentes vasculares encefálicos e outras complicações relacionadas ao coração. De acordo com uma nova pesquisa do Cardiology Department - Oslo University Hospital (Noruega), homens de meia idade, com pré-hipertensão têm um risco maior de ter esse tipo específico de arritmia mais tarde na vida.

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Durante 35 anos, 2014 homens entre 40 e 59 anos foram acompanhados por pesquisadores. Eles analisaram a pressão arterial no início do estudo e rastrearam eventos, como a FA. Após sete anos, uma nova análise foi feita, e continuaram no estudo apenas os homens saudáveis - 1.423 indivíduos.

A pressão arterial elevada é definida como a pressão sistólica (número superior) a 140 milímetros de mercúrio ou pressão maior e diastólica (número inferior) a 90 mm Hg ou superior. A pré-hipertensão ocorre quando a pressão sistólica está entre 120-139 e a diastólica entre 80-89.

Durante o acompanhamento, 270 homens (13%) desenvolveram a fibrilação atrial. As principais conclusões do estudo incluem:

-Os homens com pressão arterial sistólica de 140 mmHg ou superior no início do estudo tiveram um aumento de 60% de risco de desenvolver a arritmia, em comparação com homens com pressão sistólica normal;

-Os homens com pressão arterial sistólica de 128-138 mmHg (pré-hipertensão) tiveram um aumento de 50% do risco de desenvolver uma FA durante o acompanhamento, em comparação com homens com pressão sistólica abaixo de 128 mmHg (normal);

-Os homens com pressão arterial diastólica de 80 mm Hg ou superior no início do estudo tiveram um aumento de 79% do risco de fibrilação atrial, em comparação com homens com pressão arterial diastólica abaixo de 80 mm Hg (normal);

-Em média, a fibrilação atrial desenvolveu-se 20 anos após a avaliação inicial.

Os pesquisadores observam que estratégias globais de prevenção são urgentemente necessárias para reduzir a incidência dessa arritmia. O controle da hipertensão e da pré-hipertensão podem ajudar nesse sentido.

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Mude hábitos para prevenir as arritmias

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 5% da população brasileira sofre com algum tipo de arritmia. Isolada, ela não representa nenhum risco. Mas, sem acompanhamento médico, o problema pode se agravar e comprometer não só os batimentos cardíacos como o sistema circulatório. Confira os hábitos necessários para controlar o problema ou evitar que ele apareça.

Cuidado com a cafeína

A cafeína pode gerar uma contração e batimentos mais rápidos do coração, não sendo recomendado para quem sofre de arritmias, de acordo com o arritmologista Jefferson Jaber, do Hospital Santa Virgínia e membro da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas.

Álcool com moderação

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas está diretamente associado ao quadro de arritmia. "A fibrilação atrial é a arritmia mais decorrente nesses casos", conta Jefferson.

Durma bem!

A otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, Fernanda Haddad, explica que a apneia do sono aumenta os riscos de arritmia. O esforço para respirar gera um aumento da pressão sanguínea, elevando os batimentos cardíacos, aumentando os riscos de arritmia ou de complicações decorrentes dela.

Faça exercícios regularmente

Pesquisas comprovam que a prática de atividade física leve a moderada diminui a incidência de arritmias.

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