Estudo sugere que DIU pode ser mais eficaz que pílula anticoncepcional

Dispositivo intrauterino dura mais tempo, mas pode causar efeitos colaterais

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 24/05/2012

Mulheres que usam pílula, adesivo contraceptivo ou anel vaginal podem ter uma probabilidade 20 vezes maior de ficarem grávidas do que as que usam o dispositivo intrauterino (DIU) ou outros métodos de longa duração para evita a gravidez. É o que sugere um estudo publicado na revista médica The New England Journal of Medicine.

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Os resultados sugerem que um uso mais frequente dos DIU ou dos implantes hormonais no lugar de outros métodos contraceptivos poderia evitar um número importante de concepções não desejadas. Os médicos explicam que O DIU hormonal é eficaz durante cinco anos e o DIU de cobre por, pelo menos, 10 anos, enquanto o implante hormonal permanece ativo por três anos.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington (EUA), instituição responsável pela pesquisa, dizem que o estudo é uma demonstração de que os métodos contraceptivos de longo prazo são superiores em eficácia do que a pílula, o adesivo ou o anel vaginal. As mulheres podem se esquecer da necessidade de evitar a gravidez quando o ginecologista implanta o dispositivo, diferente de métodos como a pílula que podem se tornar ineficazes se esquecidos por um dia ou mais.

Entre as mulheres de até 21 anos que optam pela pílula anticoncepcional, pelo adesivo (trocado uma vez por semana) ou pelo anel vaginal, o risco de gravidez é quase duas vezes maior que entre as mulheres mais velhas, constataram os cientistas. A pesquisa foi realizada com 7.500 participantes, de 14 e 45 anos.

Compare os diferentes métodos contraceptivos

O mercado oferece uma gama enorme de opções de métodos contraceptivos. Há os métodos de barreira (preservativos e diafragma), os métodos hormonais (pílulas), e intrauterinos (DIU). Fique atenta às indicações e contraindicações de cada um:

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Dispositivo Intrauterino

O dispositivo intrauterino, mais conhecido como DIU, é uma estrutura de cobre inserida pelo médico no útero da mulher. Sua ação, conforme explica a especialista, interfere no transporte do óvulo, na migração dos espermatozoides e provoca uma irritação no endométrio, dificultando a fixação do óvulo. "O método é bastante indicado para as mulheres que não podem se utilizar de hormônios. Por outro lado, pode causar alguns efeitos colaterais, como aumento das cólicas e do sangramento menstrual", esclarece. O DIU é um método contraceptivo com eficácia em torno de 97%.

Pílulas

As muitas opções de pílulas, conforme esclarece a médica, permitem que a mulher possa testar para escolher a qual dos tipos ela se adapta melhor. "Hoje as pílulas provocam efeitos colaterais muito pequenos. Algumas mulheres, no entanto, relatam diminuição do desejo sexual e também ressecamento vaginal", afirma. Quanto ao receio de que a pílula pode provocar dificuldade de engravidar, não há motivo para preocupações. A especialista esclarece que esses anticoncepcionais não têm efeito acumulativo no organismo e, com a interrupção do uso, param de provocar efeitos.

Preservativos

A ginecologista da Unifesp, Carolina Ambrogini, recomenda que a camisinha seja opção de todas as mulheres, mesmo que elas já se utilizem outro método contraceptivo. Quando usado corretamente, o preservativo, além de prevenir a gravidez, também é eficaz na proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Diafragma

O diafragma é um pequeno anel flexível recoberto por uma película de borracha ou silicone que é colocado pela mulher dentro da vagina. De acordo com a especialista, é um dos contraceptivos menos usados pelas brasileiras especialmente pela dificuldade na hora de colocá-lo. "O diafragma precisa ser inserido com espermicida pelo menos uma hora antes da relação sexual", explica Ambrogini. O diafragma também não pode ser usado por quem tem problemas no colo do útero ou é sensível ao látex. Quando usado corretamente, apresenta cerca de 94% de eficácia na prevenção da gravidez.

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