OMS alerta para novas formas de tratar infecções de transmissão sexual

De acordo com o órgão, clamídia, gonorreia e sífilis estão cada vez mais resistentes a antibióticos

POR GIOVANNA BORIELO - PUBLICADO EM 02/09/2016

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou na última terça-feira (30) um comunicado recomendando que sejam feitos novos tratamentos adaptados para as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) comuns, devido à sua resistência aos antibióticos. As IST's são infecções causadas por micróbios que podem desencadear as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DTS).

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Segundo o comunicado da OMS, a clamídia, a gonorreia e a sífilis, que geralmente são tratadas com medicamentos, estão cada dia mais difíceis de serem combatidas. Isso se dá por causa do uso indevido ou excessivo dos antibióticos, que gera a perda de sua eficácia.

O documento ainda aponta que a gonorreia é a mais complicada e as cepas de sua bactéria são multirresistentes, não reagindo a nenhum antibiótico existente. As bactérias que provocam a sífilis e a clamídia também são resistentes, sendo, as três, "grandes problemas de saúde pública no mundo todo, que afetam a qualidade de vida de milhões de pessoas e causam patologias e até a morte", afirmou o diretor do Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS, Ian Askew

Dados da OMS estimam que, anualmente, 131 milhões de pessoas contraem clamídia, 78 milhões contraem gonorreia, e 5,6 milhões contraem sífilis. Askew ressalta que "a OMS reitera a necessidade de tratar as IST's com medicamentos adequados, em doses corretas e momentos oportunos, a fim de reduzir sua propagação e melhorar a saúde sexual e reprodutiva".

O comunicado atesta que, se tais doenças não forem diagnosticadas nem tratadas, "podem provocar graves complicações e problemas de saúde a longo prazo para as mulheres, como a doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e o aborto". A OMS ainda conclui que a sífilis e a clamídia podem provocar infertilidade tanto em homens, quanto em mulheres e que tais doenças podem duplicar ou triplicar o risco de uma pessoa contrair o HIV.

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