Doação de sangue terá triagem clínica para Zika e Chikungunya

Pessoas infectadas estão inaptas para doação por 30 dias após a recuperação completa das doenças

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 13/09/2016

A triagem clínica para doadores de sangue será ainda mais rígida. A partir de agora, existirão regras específicas para a prevenção da transmissão do vírus Zika e Chikungunya por meio de transfusão sanguínea.

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A nova orientação foi estabelecida em uma nota técnica assinada em conjunto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Saúde. Contudo, ainda não existe uma determinação de que o sangue do doador seja testado.

Apesar de não existirem evidências da transmissão da Chikungunya através da transfusão, também não é possível determinar que o procedimento seja seguro. Por outro lado, já é comprovado que o vírus Zika pode ser transmitido pela transfusão de sangue.

Os doadores de sangue infectados pelo vírus da Zika ou Chikungunya estão inaptos para a doação por um período de 30 dias após a recuperação completa da doença, depois do diagnóstico clínico ou laboratorial. Além disso, pessoas que tiveram contato sexual com alguém diagnosticado com febre pelo Zika e Chikungunya nos últimos 90 dias, só poderão doar sangue após 30 dias do contato sexual.

Aqueles que vivem em regiões afetadas pelo vírus ou tenham visitado esses lugares também terão que aguardar 30 dias para doar sangue. A recomendação para os serviços de hemoterapia é que os doadores estejam atentos aos sintomas das duas doenças e que, caso apresentem os sintomas das doenças depois de 14 dias da transfusão, o serviço deve ser comunicado.

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