Anvisa aprova imunoterapia para o tratamento de melanoma

Nova terapia é indicada para pacientes no estágio avançado da doença

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 04/10/2016

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Keytruda(pembrolizumabe), a imunoterapia anti PD-1 fabricada pela farmacêutica MSD, usada para o tratamento do melanoma avançado, o mais agressivo e letal tipo de câncer de pele.

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Estudos clínicos mostraram que a imunoterapia anti PD-1 é mais eficaz que a quimioterapia e a imunoterapia anti-CTLA-4 hoje disponíveis no mercado. Além disso, o medicamento é indicado para qualquer fase do tratamento, com uma dose de 2mg/kg, administrado a cada três semanas, no tempo de 30 minutos.

Desde 2014, o medicamento para melanoma avançado está aprovado nos Estados Unidos. Já em 2015, foi aceito a segunda linha de tratamento do câncer de pulmão e recentemente, em 2016, foi concedida a aprovação para o tratamento em segunda linha de tumores de cabeça e pescoço

No Brasil, a aprovação de pembrolizumabe foi fundamentada no estudo de fase III Keynote 006, que avaliou o medicamento contra a imunoterapia utilizada anteriormente para melanoma avançado, o ipilimumabe. Os pesquisadores analisados 834 pacientes e descobriram que o pembrolizumabe é a primeira e a única imunoterapia anti PD-1 capaz de prolongar a sobrevida de mais da metade dos pacientes (55%) em dois anos, contra 43% dos pacientes tratados com a outra terapia.

Outros estudos também deram suporte à aprovação da Anvisa. O Keynote 001, de fase I, que avaliou a sobrevida global de 655 pacientes com melanoma avançado e demonstrou que 40% estavam vivos após três anos de tratamento. E o Keynote 002, de fase II, que comparou pembrolizumabe com a quimioterapia em 540 pacientes com melanoma avançado. O resultado da análise determinou que 24% dos pacientes que usaram o pembrolizumabe como tratamento vivem até 9 meses a mais do que aqueles que não usaram.

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O medicamento não somente prolonga a expectativa de vida dos pacientes com melanoma em estágio avançado, como também proporciona qualidade de vida. Além disso, os efeitos colaterais são menores por não atacar as células saudáveis do corpo, assim o paciente não tem queda de cabelo e náuseas, problemas comuns com a quimioterapia.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) é a responsável por definir o preço do medicamento no Brasil, que deve ocorrer em até três meses. Por ter altas taxas de eficácia o valor do pembrolizumabe pode ser alto e diferentemente de outros medicamentos oncológicos, em que o valor total do tratamento é desembolsado nos primeiros meses, o custo com pembrolizumabe será mensal.

Os resultados do tratamento com pembrolizumabe vêm ajudando diversas pessoas, entre elas o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter. Em 2015, ele foi diagnosticado aos 90 anos com melanoma metastático que havia avançado para o cérebro e o pulmão, iniciando um tratamento com radioterapia e pembrolizumabe, em seis meses, os tumores já haviam desaparecidos.

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