Pílula anticoncepcional pode reduzir risco de câncer, sugere estudo

Medicamento diminui o risco de câncer de ovário, útero e intestino mesmo 30 anos após a mulher ter parado de tomar

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 30/03/2017

Ainda existem diversos questionamentos sobre os efeitos colaterais causados pela pílula anticoncepcional, e para chegar a uma conclusão novos estudos são realizados constantemente. De acordo com uma pesquisa, feita pela Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, o uso do anticoncepcional pode diminuir os riscos de desenvolver alguns tipos de câncer.

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Durante 44 anos, os pesquisadores analisaram 46 mil mulheres com o objetivo de entender as consequências desse tipo de contraceptivo a longo prazo. Os resultados mostraram que as mulheres que usavam pílula tinham uma redução no risco de câncer de intestino em 19%, de endométrio em 34% e de ovários em 33%, do que aquelas que nunca haviam utilizado o medicamento.

Desta forma, uma a cada três mulheres que poderiam ter sido acometidas pela doença nos ovários ou no endométrio foi "preservada" pelo uso da pílula. E no casos de câncer de intestino a proporção é ainda maior: uma a cada cinco.

A pesquisa, publicada no periódico American Journal of Obstetrics and Gynecology, também investigou os riscos de todos os tipos de câncer em mulheres que tomaram anticoncepcionais durante os anos em que estavam em idade reprodutiva. Os investigadores notaram que o uso da pílula não aumentou as chances de provocar a doença mais tarde na vida.

O estudo começou a ser desenvolvido pelo Royal College of General Practitioners, em 1968, sete anos depois que os primeiros anticoncepcionais passaram a ser prescritos na Inglaterra, para monitorar os impactos futuros da substância na saúde das mulheres.

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"As usuárias de anticoncepcionais não aumentaram suas chances de desenvolver câncer e o efeito protetor contra alguns tipos da doença pode durar, pelo menos, 30 anos. Os resultados são uma forte evidência de que as mulheres não estão se arriscando por escolherem contraceptivos orais", revelou a líder da pesquisa Lisa Iversen.

Contudo, os pesquisadores alerta que a pílula não deve ser prescrita como uma medida preventiva contra o câncer, porque algumas mulheres apresentam outros tipos de efeitos colaterais ao usar a substância. Além disso, as investigações continuaram a ser realizadas para entender como o anticoncepcional pode afetar negativamente em alguns casos.

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