Recém-nascido segurando DIU levanta questão: o método é mesmo seguro?

Especialista explica ação do método e revela o risco de gravidez que existe

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 04/05/2017

bebe-segurando-diu - Foto: Reprodução/Facebook
Imagem de bebê segurando o DIU viralizou na internet

Se você acessou a internet nos últimos dias, deve ter visto a foto deste bebê recém-nascido segundo um Dispositivo Intrauterino (DIU). Na verdade, ele não nasceu agarrado ao objeto, como muita gente imaginou. A mãe, a americana Lucy Hellein, colocou a peça na mãozinha da criança e postou a imagem para alertar que, sim, é possível engravidar utilizando esse método contraceptivo.

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O DIU, nesse caso, estava atrás da placenta e foi retirado durante o parto. De material plástico, a peça tem um formato de T e é colocado dentro do útero. Também existem dois tipos do método: um é feito de cobre e o outro tem uma carga de hormônios.

"Existem várias explicações para o mecanismo de ação do DIU de cobre. As mais aceitas são que ocorre uma reação de corpo estranho dentro da cavidade uterina que é potencializada pelo cobre. Essa reação impede a gestação de duas maneiras: uma por dificultar a passagem dos espermatozoides pelo colo e cavidade uterina (a fecundação ocorre nas trompas); e a outra é que, se ocorrer a fecundação, o ovo fecundado não consegue se implantar ou, até mesmo, há um efeito tóxico diretamente sobre o ovo", conta o ginecologista Fabio Laginha.

"Já o DIU medicado libera um hormônio (levonorgestrel), que atrofia o tecido de revestimento interno da cavidade uterina. Essa atrofia impede que os espermatozoides cheguem às trompas (de forma muito mais eficaz que o DIU de cobre) e, caso ocorra a fecundação, esta não consegue se fixar na cavidade uterina. Esse efeito faz com que ele diminua a quantidade de sangramento menstrual, podendo ficar até sem menstruar em mais de 40% das usuárias, além de abrandar as cólicas e ter um efeito anticoncepcional maior", complementa ele.

A quantidade de hormônio liberada na corrente sanguínea por esse DIU é por volta de dois comprimidos de anticoncepcional a base de progesterona por mês. Pode ser usado por adolescentes ou mulheres que não engravidaram. Junto com os implantes, esterilização masculina (vasectomia) e feminina (laqueadura), o risco de uma paciente engravidar, é muito pequeno, por volta de um caso em 500 mulheres em uso por ano. É um método alternativo às esterilizações com mais eficácia.

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"Os DIUs são ótimas opções para quem quer um método reversível em longo prazo e não conseguem ou podem usar pílulas por causa das reações e/ou interações com os hormônios como: tromboses, medicamentos anticonvulsivantes, determinados tipos de cânceres hormônio-dependentes", finaliza Laginha.

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