Prática do sexo oral sem preservativo pode ocasionar uma supergonorreia, diz OMS

Análise feita pela instituição mostra que a bactéria está cada vez resistente ao tratamento

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 07/07/2017

Um estudo feito pela Organização Mundial de Saúde OMS mostra que a bactéria causadora da gonorreia está cada vez mais resistente aos medicamentos. A análise aponta que a bactéria sexualmente transmissível consegue resistir a quase todos os antibióticos disponíveis para curá-la e pode tornar-se uma doença intratável no futuro.

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O procedimento indicado para tratar gonorreia é uma combinação de dois antibióticos, azitromicina, para ser administrado oralmente e cefriaxona, um medicamento injetável.

Para a realização do estudo, a OMS apurou informações de 77 países. E concluiu que 66% dos países relatores já tiveram cepas de gonorreia que eram resistentes aos medicamentos para tratamento da doença; Os casos mais preocupantes foram registrados em países mais pobres, pois nessas localidades é mais difícil detectar a resistência aos remédios.

No entanto, em países como Japão, na França e na Espanha também houve situações em que a doença foi intratável. Segundo a especialista, a gonorreia é uma doença capaz de adquirir resistência aos antibióticos.

A principal causa do aumento dos casos de gonorreia é devido à diminuição do uso de preservativos.

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Infecção na garganta

A gonorreia pode infectar órgão genitais, reto e garganta. Entre os médicos, casos de gonorreia que afetam a garganta são os mais preocupantes.

Isso porque a garganta é um local em que a bactéria consegue adquirir resistência aos medicamentos, uma vez que a dosagem de medicamentos para tratar essa região é consideravelmente menor do que quando há uma infecção em outras áreas do corpo humano.

Sendo assim, a propagação da gonorreia transmitida pelo sexo oral pode levar a ocorrência de uma supergonorreia.

O que é gonorreia

Gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (DST) comum, que afeta tanto a homens quanto a mulheres.

Ela é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como gonococo. Qualquer indivíduo que tenha qualquer prática sexual pode contrair a gonorreia. A infecção pode ser transmitida por contato oral, vaginal ou anal.

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A bactéria se prolifera em áreas quentes e úmidas do corpo, incluindo o canal que leva a urina para fora do corpo, a uretra. Pode ser encontrada também no sistema reprodutor feminino, que inclui as tubas uterinas, o útero e o colo do útero. Existe, ainda, a transmissão de mãe para filho durante o parto ou quando este ainda está dentro do útero. Em bebês, a gonorreia costuma se manifestar principalmente nos olhos, na forma de conjuntivite grave, mas também pode haver infecção disseminada.

Na maioria dos casos, a gonorreia passa despercebida. Quando há sintomas, alguns são bastante característicos, principalmente na região genital.

No pênis, os sinais mais comuns da gonorreia são:

  • Dor e ardência ao urinar
  • Secreção abundante de pus pela uretra
  • Dor ou inchaço em um dos testículos

Já na vagina, os sintomas são:

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Aumento no corrimento vaginal, que passa a ter cor amarelada e odor desagradável;Dor e ardência ao urinar;Sangramento fora do período menstrual;Dores abdominais;Dor pélvica.

Mas a gonorreia também pode surgir em outras partes do corpo:

Reto: os sintomas comuns da gonorreia na região anal são coceira, secreção de pus e sangramentos;Olhos: dor, sensibilidade à luz e secreção de pus em um ou nos dois olhos;Garganta: dor e dificuldade em engolir, presença de placas amareladas na garganta;Articulações: se a bactéria afetar alguma articulação do corpo, esta poderá ficar quente, vermelha, inchada e muito dolorida.

Prevenção da gonorreia

A gonorreia pode ser prevenida através de um comportamento sexual mais seguro, em particular o uso consistente e correto do preservativo. A informação, a educação e a comunicação podem promover e permitir práticas sexuais mais seguras, melhorar a capacidade das pessoas de reconhecer os sintomas da gonorreia e outras infecções sexualmente transmissíveis e aumentar a probabilidade de procurarem cuidados.

O Diretor de Resistência Antimicrobiana da OMS Marc Sprenger, explica que para controlar a gonorréia, mais especificamente novos antibióticos, bem como testes de diagnóstico rápidos e a longo prazo uma vacina para prevenir a gonorreia.

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