Paciente vive há 30 anos com fungos no cérebro

Médicos pensaram que poderia ser um tumor maligno, mas uma biópsia acusou a presença do microorganismo

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 23/11/2017

Uma paciente de 70 anos de idade, morador do Arizona chegou no hospital com um estado mental alterado. Os sintomas vinham persistindo pelos últimos quatro dias. Ele parecia normal, mas um pouco confuso. Os médicos, então, realizaram uma ressonância médica da cabeça, o exame mostrou uma lesão em seu cérebro. Os médicos desconfiavam que poderia ser indício de um câncer no cérebro com metástase. As informações são do site Science Alert

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No entanto, quando realizaram exames mais específicos como tomografia computadorizada e biópsia, se surpreenderam ao descobrirem que no cérebro do paciente, ao invés de um tumor maligno havia uma infecção causada por fungo que estava alojado em seu cérebro há mais de 30 anos.

O fungo em questão era o Histoplasma capsulatum, causador da histoplasmose. Esse fungo é encontrado frequentemente em fezes de pássaros e de morcegos. A histoplasmose é mais comumente transmitida quando esses esporos se espalham pelo ar, muitas vezes durante a limpeza ou demolição de projetos.

Como eles descobriram que o fungo estava alojado há mais de 30 anos no cérebro do paciente? A resposta para essa pergunta é um pouco esquisita. A histoplasmose é também conhecida como doença da caverna, uma vez que é causada pelo contato com fezes de morcegos. No entanto, no Arizona, não é comum a presença de morcegos.

Alguns locais onde há presença de animal são Ohio e Carolina do Norte, por exemplo, pois são localidades com vales. O paciente disse que havia visitado Carolina do Norte há 30 anos. Logo, os médicos concluíram que ele estava com o fungo alojado no cérebro por volta de 30 anos.

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Além disso, a maioria das pessoas com histoplasmose nunca desenvolvem sintomas e não sabem que estão infectadas, como é o caso do senhor. No entanto, um dos fatores que facilitam a contaminação pela doença é ter problemas de imunidade. Na época em que teve contato com o fungo, o paciente tinha feito um transplante cardíaco, o que facilitou a contaminação pelo fungo.

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