Nova terapia reduz em até 50% episódios de enxaqueca

Estudos realizados com anticorpos indicou que o novo tratamento diminui o grau e quantidade das crises

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 01/12/2017

Que nunca teve aquele dor de cabeça chata que não ia embora de jeito nenhum? Esse problema é muito comum, em alguns casos pode se tratar que uma enxaqueca, uma complicação que acomete 15% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Por isso, o acompanhamento médico é de extrema importância para que alguns cuidados sejam tomados durante as crises, evitando o agravamento da dor.

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Atualmente, o tratamento para enxaqueca é feito com medicamentos para prevenção que incluem neuromoduladores, betabloqueadores, antidepressivos, antivertiginosos. No entanto, a indicação dependerá de cada caso.

Com o objetivo de tornar o tratamento mais eficaz para os pacientes, pesquisadores desenvolveram uma nova terapia para prevenir crises de enxaqueca capaz de diminuir tanto número quanto o grau delas. Para essa descoberta, foram realizados dois estudos, publicados nessa quinta-feira (30) no "The New England Journal of Medicine". Desenvolvidas na forma de injeção, trata-se do primeiro tratamento produzido especificamente para a prevenção da condição.

Os estudos analisaram duas injeções: o Erenumab e Fremanezumab. A primeira droga é na verdade um dos anticorpos monoclonais, feitos em laboratório, que agem atacando a proteína do cérebro responsável pelos sintomas (CGRP), como as náuseas e as dores de cabeça intensas.

Em testes realizado com o medicamento Erenumab, produzido pela farmacêutica suíça Novartis, foi constado que cerca de 50% dos voluntários tiveram a quantidade de crises de enxaqueca reduzida pela metade contra 26% que receberam um placebo, o que explica o fluxo natural da condição.

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Esse estudo envolvendo o Erenumab foi realizado em 955 pacientes, que receberam uma injeção mensal do medicamento, na coxa ou na barriga, ou uma versão placebo durante 24 semanas.

Enquanto isso, o Fremanezumab, outro anticorpo fabricado pela americana Teva, teve o mesmo resultado em 41% dos pacientes analisados, contra 18% sem o mesmo tratamento. Esse medicamento foi testado em 1.130 pacientes, sendo que 376 receberam a droga trimestralmente, 379, mensalmente e 375, placebo.

Os participantes que receberam o tratamento tiveram, em média, três dias a menos de crise de enxaqueca a cada mês, quando comparados à tendência habitual dos episódios. Além disso, aqueles que receberam as injeções com o anticorpo também mostraram uma melhora na aptidão física durante o período de tratamento.

"O estudo mostra claramente que o bloqueio deste caminho neuronal [CGRP] pode reduzir o impacto da enxaqueca. Antes os pacientes recebiam tratamentos que na verdade são para outras doenças, mas agora podem ter uma terapia especificamente desenvolvida para a enxaqueca. Isso representa um passo incrivelmente importante para a compressão e tratamento da doença", disse à BBC Peter Goadsby, professor de neurologia do King's College London, líder de um dos ensaios clínicos.

Embora mais estudos precisem ser realizados para comprovar a eficácia, mais estudos ainda serão necessários para avaliar os efeitos colaterais a longo prazo. "Esses pacientes vão ter parte de suas vidas de volta e a sociedade terá estas pessoas retornando às suas funções", completou o professor.

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