Número de casos positivos para sífilis crescem no carnaval de Salvador

A maioria dos casos confirmados corresponde a foliões do sexo masculino

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 19/02/2018

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são consideradas como um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo. Para auxiliar no combate das DSTs, o governo implementou testes rápidos para detectar as doenças.

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O balanço final do Projeto Fique Sabendo, realizado pela Secretaria Municipal da Saúde durante o carnaval para detecção de doenças sexualmente transmissíveis, revelou que dos quase 7 mil exames realizados neste período 23 tiveram resultados positivos para Hepatites, 40 para HIV e 206 para Sífilis.

De acordo com a Secom (Secretaria de Comunicação), a maioria dos casos confirmados corresponde a foliões do sexo masculino. "É importante destacar que eles são os que mais realizaram exames: 33,3% a mais do que as mulheres?, disseram em nota.

Os testes rápidos feitos com uma gota de sangue ou com saliva, após o recolhimento a pessoa fica sabendo se está contaminado por alguma doença em poucas horas. Em casos positivos, o paciente é encaminhado para realizar exames confirmatórios em uma unidade de saúde. Após a confirmação, o paciente já pode iniciar o tratamento em unidades de referência.

Casos de sífilis continuam crescendo no Brasil

Os números relacionados à doença preocupam as autoridades de saúde ao mostrar que entre 2015 e 2016, a sífilis adquirida teve um aumento de 27,9%; a sífilis em gestantes, de 14,7%; e a congênita (transmitida da mãe para o bebê pela placenta ou no momento do parto) de 4,7%.

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De acordo com o Ministério da Saúde, um dos motivos para o aumento dos casos de sífilis é a escassez de penicilina (medicamento utilizado para tratar a doença) em âmbito global. Esse cenário existe desde 2014 e acarretou uma epidemia da doença no Brasil em 2016.

Em 2016, foram registrados 87.593 casos de sífilis adquirida em todo o país, com taxa de detecção de 42,5 casos por 100 mil habitantes. Já em gestantes, a taxa de detecção da sífilis foi de 12,4 casos a cada 1.000 nascidos vivos, considerando o total de 37.436 casos da doença. Com relação à sífilis congênita (em bebês), ano passado foram notificados 20.474 casos da doença, uma taxa de incidência de 6,8 por 1.000 nascidos vivos.

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