Espírito Santo entra em estado de alerta para Febre do Nilo Ocidental

Embora não haja registro da doença em humanos desde 2014, autoridades decretaram estado de alerta para todo país

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 26/06/2018

No início de junho, o Espírito Santo registrou o primeiro caso da Febre do Nilo Ocidental em um cavalo. A confirmação colocou em alerta as autoridades sanitárias do país, devido a possível contaminação em humanos.

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A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) divulgou uma nota técnica confirmando a presença da doença no Brasil e recomendando que seja intensificada a vigilância para detecção de animais com sintomas. O exame confirmatório foi realizado pelo Instituto Evandro Chagas, laboratório oficial do Ministério da Saúde.

"Mediante situação epidemiológica da doença, principalmente em locais em que há um aumento nos números de notificações sugestivos de arboviroses, solicitamos atenção aos profissionais de saúde especialmente entre pacientes que desenvolvam quadros neurológicos virais ou bacterianos, tais como: encefalite, síndrome de Guillan-Barré, entre outros, que seja observado o diagnóstico diferencial com a infecção pelo VNO (Vírus do Nilo Ocidental)", diz um trecho da nota técnica da Sesa.

De acordo com o Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica, os cavalos foram contaminados em abril de 2018, no Norte do estado, e depois morreram vítimas da doença.

Em 2017, foram 25 notificações de Febre do Nilo em todo o Estado, mas nenhuma com diagnóstico dessa doença. Não há registro da doença em humanos no Espírito Santo. No Brasil, o Piauí foi o primeiro estado a registrar um caso da doença, em 2014.

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O que é a Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo é uma doença originária do Egito, na África, e trata-se de uma infecção viral que acomete vários animais e também humanos. A transmissão ocorre pela picada de mosquito, principalmente do gênero Culex (pernilongo).

Humanos e equídeos não são capazes de infectar os mosquitos responsáveis pela transmissão da doença, além de não transmitem a doença entre si.

Em geral, os sintomas nos animais são: falta de coordenação motora, andar cambaleante, cegueira, cabeça baixa, orelhas caídas, apatia, podendo ser fatal. Já nos humanos os principais sintomas são: febre aguda, mal-estar e dor de cabeça. A doença também acomete aves e, nesses animais, observa-se mortalidade elevada. Não existe vacina e nem tratamento específico para doença.

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