Secadores de mão são ameaça à saúde pública, indica estudo

Pesquisa realizada em três países mostra que jatos de ar espalham diversas bactérias nas mãos

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 27/09/2018

Lavar as mãos é uma prática muito saudável para manter longe as bactérias e consequentemente a propagação de infecções, mas com o que secamos as mãos também influencia na nossa higiene. Isso porque não queremos sujá-las em seguida.

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Por isso, os banheiros públicos fornecem papel e jatos de ar invés de toalhas, já que a última pode juntar muitas bactérias e mau cheiro depois de ser usada diversas vezes por diferentes pessoas. Entretanto, a toalha não é o único vilão nessa história.

Pesquisas realizadas no Reino Unido, França e Itália mostraram que os jatos de ar depositam várias bactérias nas mãos ao fazer a secagem da mesma.

Foto: Universidade de Leeds
Secadores de mão são ameaça à saúde pública, indica estudo

Jatos que sopram micróbios

Cientistas da Universidade de Leeds (Reino Unido), do Hospital Saint-Antoine de Paris (França), e da Universidade de Udine (Itália), descobriram que esses dispositivos estão depositando quantidades preocupantes de bactérias no ar e nas superfícies dos locais onde estão instalados.

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De modo geral, isso acontece porque as pessoas não sabem lavar adequadamente as mãos, e quando vão secá-las nos jatos de ar acabam espalhando bactérias residuais.

"Na verdade, o secador vira um aerossol que contamina o banheiro, incluindo o próprio secador e, potencialmente, a pia, o chão e outras superfícies, dependendo do design do dispositivo e de onde está localizado", esclareceu Mark Wilcox, professor de microbiologia da Universidade de Leeds.

Resultados das investigações

A pesquisa foi realizada em hospitais de Leeds, Paris e Udine, durante um período de 12 semanas. Foram selecionados dois banheiros de cada unidade, para o uso de pacientes, funcionários do hospital e visitantes. Em cada um deles, foram instalados um secador e toalhas de papel.

Durante quatro semanas os pesquisadores recolheram amostras do ar e das superfícies. Depois de um intervalo de duas semana, os banheiros começaram a oferecer apenas uma das maneiras de secar as mãos.

O resultado das amostras mostraram concentrações de bactérias no ar e nas superfícies muito mais altas nos banheiros que tinha apenas secadores a jato de ar.

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A diferença mais notável foi identificada entre a superfície do secador e do dispenser de papel toalha. Isso porque, em Udine, o secador tinha 100 vezes mais bactérias, em Paris 33 vezes mais e em Leeds, 22.

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