Bolsonaro passa por cirurgia para retirar bolsa de colostomia; entenda o procedimento

Presidente passa pela terceira cirurgia desde a facada que levou no ano passado

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 28/01/2019

O presidente Jair Bolsonaro passa por uma nova cirurgia na manhã desta segunda-feira (28) para a retirada da bolsa de colostomia que foi implantada em setembro passado, após ser esfaqueado durante ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais.

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Ele está internado desde domingo (27) no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por exames pré-operatórios.

A colostomia temporária feita em Bolsonaro tem a finalidade de desviar a saída das fezes para uma bolsa coletora enquanto o intestino se recupera do trauma causado pela lesão, evitando infecções. Saiba mais sobre a colostomia.

Como a reversão da colostomia é feita?

A cirurgia consiste, basicamente, em retirar a bolsa coletora e reconstruir o trânsito intestinal do paciente, ligando as partes do intestino que estavam separadas.

"Para isso, pode ser feita uma incisão sobre a cirurgia anterior (sob anestesia geral) e, por meio dela, a cavidade abdominal é acessada. Em seguida, se descola a colostomia da parede abdominal (parte proximal) e se encontra a parte distal do intestino, que está dentro do abdômen, para que sejam unidas por meio de uma sutura (ou anastomose). Ela pode ser feita manualmente ou por meio de um aparelho de sutura mecânica. Trata-se de um procedimento cirúrgico de porte pequeno para médio, não é considerado difícil, e tem duração média de duas a três horas", comenta Fábio Campos, membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

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Durante o procedimento, podem ocorrer complicações como rompimento da sutura do intestino, infecção na incisão, formação de abscesso na cavidade e, mais raramente, problemas respiratórios como embolia - mas o risco é bem pequeno, garante o médico.

Segundo o especialista, logo após a cirurgia, o paciente pode receber alguns medicamentos, como antibióticos, analgésicos, remédios para enjoo e possivelmente algo à base de fibras para ajudar o intestino a funcionar. A dieta é reintroduzida progressivamente: no primeiro dia, a dieta costuma ser líquida. Depois, evolui para pastosa, leve - até chegar a uma dieta com mais consistência, no terceiro ou quarto dia após a operação, geralmente.

"Com isso, é esperado que o paciente volte a evacuar em torno de três a cinco dias", sinaliza Fábio Campos. A recuperação total, no entanto, pode levar um pouco mais de tempo, dependendo do caso.

Após a reversão da colostomia, pode ser comum que o corte da operação doa um pouco por volta do décimo dia. Por isso (e também para permitir a completa cicatrização do corte), atividades que exigem muito esforço - principalmente exercícios físicos - devem ser suspensas por cerca de quatro meses.

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