Ministério da Saúde confirma segundo caso de Febre do Nilo Ocidental no país

A vítima que mora no interior de Piauí sofreu um quadro de paralisia muscular em 2017, os laudos só foram liberados neste ano

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 15/02/2018

O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (14) o segundo caso de febre do Nilo Ocidental no Brasil. O caso foi notificado em 2017, mas os laudos conclusivos foram obtidos em janeiro deste ano.

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A ocorrência aconteceu com uma jovem que mora na zona rural de Picos, interior do Piauí, e que sofreu um quadro de paralisia muscular flácida aguda. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, os exames foram coletados na época, mas liberados apenas agora.

A vítima já se recuperou completamente. Contudo, o Ministério da Saúde afirmou que esse caso ?ressalta a importância das ações de vigilância e investigação? sobre circulação do vírus da Febre do Nilo Ocidental.

Febre do Nilo no Brasil

No Brasil, evidências laboratoriais da doença foram detectadas no ano de 2010, em Rio Branco (Acre), Poconé (Mato Grosso) e Maracaju (Mato Grosso Sul) por meio de exames de sangue realizados em cavalos. No entanto, em 2014 foi registrado o primeiro caso humano de encefalite pelo vírus do Nilo do Oeste (VNO) no estado do Piauí.

Em 2017, foram 25 notificações de Febre do Nilo em todo o estado do Espírito Santo, mas nenhuma com diagnóstico dessa doença. Contudo, em junho de 2018 foi registrado um caso da doença em um cavalo no estado. A confirmação colocou em alerta as autoridades sanitárias do país, devido a possível contaminação em humanos.

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O que é Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma doença causada por um vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae, assim como os vírus da dengue e da febre amarela, sendo uma arbovirose (grupo de doenças transmitidas por insetos).

A doença é uma infecção viral que pode ser assintomática ou com sintomas de distintos graus de gravidade - que variam desde febre e dor muscular até encefalite grave. As formas graves ocorrem com maior frequência em idosos.

Veja os fatores de risco, como diagnosticar e tratar a Febre do Nilo Ocidental!

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