Ministério da Saúde alerta para o aumento de acidentes com escorpiões

Verão é o período de maior risco; veja como agir em casos de picadas de animais peçonhentos

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 18/02/2018

O período chuvoso no verão, entre dezembro e março, contribui para o surgimento de escorpiões, que se abrigam em esgotos e entulhos. Embora o aparecimento de animais peçonhentos, como escorpiões e aranhas, esteja mais associado às regiões rurais, o crescimento acelerado dos centros urbanos favorece a aparecimento deles.

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O Ministério da Saúde registrou, em 2018, 141,4 mil casos de acidentes com escorpiões em todo o país. O número representa um aumento de 16 mil ocorrências em relação ao ano anterior, e um crescimento de quase 50 mil em relação a 2016. Em 2016, 115 pessoas morreram devido acidentes com escorpião. Já em 2017, foram 88 vítima fatais.

Para prevenir os acidentes com escorpião, algumas dicas a serem seguidas são essenciais. Na região urbana, o Ministério da Saúde recomenda o uso de telas em ralos, pias e tanques, além de vedar as frestas nas paredes e colocar soleiras nas portas. Além disso, é indicado examinar as roupas e calçados antes de usá-los.

Nas áreas externas, as principais dicas são manter jardins e quintais livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico, que deve estar sempre em sacos plásticos bem fechados. Se a casa possuir gramado, é importante mantê-lo aparado.

Segundo o órgão, a utilização de produtos químicos (pesticidas) para o controle de animais peçonhentos não é indicada. Isso porque, esses produtos ainda não possuem eficácia no ambiente urbano, podendo fazer com que os escorpiões deixem seus esconderijos, aumentos os acidentes.

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Como agir em casos de acidente?

"As principais condutas frente a uma suspeita de acidente com animal peçonhento é acalmar a vítima, não deixar que ela se movimente muito, elevar o membro atingido, lavar o ferimento com água e sabão, chamar socorro médico ou levar a pessoa acidentada ao hospital mais próximo ou a um centro especializado em atendimento de acidentes com animais peçonhentos (como é o Instituto Butantã, na cidade de São Paulo). Ofereça muita água para a vítima do acidente", alerta o infectologista Ralcyon Teixeira.

O especialista ainda alerta que os principais erros envolvidos no tratamento de picadas de animais peçonhentos são intervenções inadequadas, como torniquete (amarrar o local), sugar o ferimento com a boca, cortar o local afetado e uso de substâncias contaminadas no local da picada (como por exemplo: pó de café, teia de aranha, urina, terra). "Se possível e não houver perigo, leve o animal envolvido no acidente em transporte adequado para que seja feito seu reconhecimento em local especializado. Isso facilita o diagnóstico e tratamento da vítima", ressalta.

O tratamento consiste em caracterizar o tipo de acidente e o animal envolvido, realizar medicações para dor, hidratação e administrar precocemente o antiveneno. Quanto mais cedo for administrado o antiveneno, melhor o prognóstico do paciente, por isso que a procura de um serviço de saúde deve ser a mais rápida possível.

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